outubro 25, 2026
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25/10/2026

Projeto SEI Incluir promove ações de inclusão e apoio a famílias com crianças neurodivergentes no Rio

O projeto SEI Incluir, lançado recentemente na cidade do Rio de Janeiro, tem como objetivo ampliar a proteção dos direitos de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros neurodivergentes. A iniciativa foi fundada com base na Lei nº 12.764/2012, que regula a Política Nacional de Proteção aos Direitos dessas pessoas. A proposta busca promover uma sociedade mais inclusiva por meio de ações de esclarecimento, apoio às famílias e atendimento direto às comunidades.

Na última quinta-feira, o projeto realizou seu primeiro encontro oficial, ao levar famílias atendidas nas regiões da Rocinha e de Campo Grande para uma visita ao Museu do Amanhã. O evento também contou com uma roda de conversa, na qual foram discutidas dúvidas e ouvido o protagonismo dessas famílias. Na sexta-feira, uma nova atividade foi promovida na comunidade do Aço, em Santa Cruz, com a palestra “Autismo: Compreender para incluir”. Essa iniciativa visa esclarecer como o autismo acompanha o indivíduo em diferentes fases da vida, destacando a importância de cuidados adequados ao longo do tempo.

O SEI Incluir foi estruturado para atingir uma meta de pelo menos 800 atendimentos mensais, utilizando diversos formatos, como oficinas, palestras e materiais educativos distribuídos em toda a rede municipal de saúde e assistência social. As ações contemplam uma abordagem intersetorial, combinando a expertise técnica da Secretaria Especial de Inclusão e a capilaridade do programa Territórios Sociais (IPP). Assim, são atendidas as cinco Áreas Programáticas do município, com prioridade para famílias que enfrentam sobrecarga emocional, isolamento e altas vulnerabilidades sociais, sobretudo em áreas com maior índice de pobreza.

Com uma equipe composta por 65 profissionais — incluindo psicólogos, assistentes sociais e pedagogos —, o programa garante a qualidade dos atendimentos e o cumprimento do plano de trabalho ao longo de dois anos. Para promover maior equidade, o projeto reserva uma parte das vagas para afrodescendentes, pessoas com deficiência e jovens aprendizes, estabelecendo percentuais de 20%, 2% e 5%, respectivamente.

Além de tratar das demandas imediatas, o projeto busca estimular a autonomia e a convivência social dos cidadãos neurodivergentes. Dessa forma, visa-se promover uma transformação social duradoura, garantindo maior inclusão e bem-estar à população atendida na cidade do Rio de Janeiro.


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