outubro 25, 2026
outubro 25, 2026
25/10/2026

Projeto de ensino transforma resíduos em blocos sustentáveis em Serrinha, Bahia

Uma iniciativa escolar em Serrinha, município localizado a aproximadamente 180 quilômetros de Salvador, tem transformado resíduos urbanos em materiais para construção civil, promovendo ações de inovação e sustentabilidade. O projeto, desenvolvido por estudantes de uma escola pública e orientado pelo professor de matemática e empreendedorismo Thales Nascimento, ganhou destaque ao criar blocos de calçada utilizando biocimento feito com papel reciclado e fibra de coco.

O programa surgiu de um desafio do educador, que incentivou os alunos a buscarem soluções sustentáveis para questões locais. Após meses de pesquisa, testes e ajustes, foi possível produzir um material que alia acessibilidade, impacto social e preservação do meio ambiente. Apesar da falta de estrutura industrial, toda a produção foi feita de forma artesanal, com envolvimento direto dos estudantes na elaboração e validação do método. O biocimento conquistou certificação do CREA-BA e vem atraindo atenção tanto da comunidade quanto de órgãos de fiscalização.

O projeto já apresentou resultados concretos na cidade, incluindo a instalação de calçadas em residências locais, que foram doadas gratuitamente. Além disso, moradores contribuem com doações de matérias-primas recicláveis, sustentando a continuidade da iniciativa. O impacto social se expandiu também para ações de ressocialização no sistema prisional da região, ampliando os benefícios do projeto.

O reconhecimento nacional aconteceu com a conquista do Prêmio LED — Luz na Educação, promovido pela TV Globo em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Selecionado entre mais de 2 mil propostas de todo o país, o projeto recebeu R$ 200 mil, destinados a ampliar a produção, adquirir equipamentos e potencializar a fabricação de blocos sustentáveis em maior escala.

Thales Nascimento ressalta que o principal resultado do trabalho está na possibilidade de inspirar estudantes de escolas públicas a desenvolverem autonomia, criatividade e empreendedorismo. Para ele, a iniciativa comprova que há potencial nas comunidades escolares para propor soluções inovadoras, mesmo sem infraestrutura avançada. Os próximos passos envolvem a ampliação da produção e a consolidação do projeto como startup, promovendo ainda mais impacto social e ambiental na região.


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