maio 29, 2026
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29/05/2026

Mudanças no pagamento de passagens no Rio geram debate sobre acessibilidade e modernização

A partir de 28 de junho, os passageiros do transporte coletivo do Rio de Janeiro deverão utilizar apenas pagamento digital, por meio de Pix ou cartões de débito e crédito, uma mudança que substitui o pagamento em dinheiro físico. A decisão, inicialmente prevista para entrar em vigor nesta semana, foi adiada para o próximo mês, e a implementação definitiva permanece por vir.

A alteração na forma de pagamento tem gerado debates entre usuários, especialmente entre idosos que enfrentam dificuldades na adaptação às novas tecnologias. Em entrevistas realizadas na cidade vizinha de Niterói, diversos entrevistados manifestaram opiniões divergentes. Uma jovem vendedora de planos de saúde comentou que a novidade pode facilitar o cotidiano de pessoas mais jovens, que utilizam cada vez menos dinheiro em espécie. Contudo, ela também apontou que a mudança pode complicar a vida de idosos que não têm familiaridade com plataformas digitais, como o Pix, que seu próprio pai, de 76 anos, não domina. Para ele, a medida representa uma desvalorização dos direitos das pessoas de mais idade, podendo impedir seu acesso ao transporte.

Profissionais que trabalham com o cuidado de idosos também expressaram preocupações. Élida Leal, de 28 anos, cuidadora, destacou que a implementação do sistema digital traz obstáculos, sobretudo para quem tem pouca experiência com aplicativos ou enfrenta problemas de conexão à internet. Ela citou uma dificuldade recente, quando precisou aguardar a abertura de um shopping às 10h para recarregar o cartão Riocard devido à falta de internet na rua, o que a fez atrasar-se ao trabalho.

Já o aposentado Valdir Maciel, de 79 anos, questionou a adaptação dos idosos às novas formas de pagamento, mas reconheceu que a mudança pode contribuir para reduzir índices de violência, como assaltos nos coletivos.

Atualmente, a expectativa é que a nova regra seja oficialmente adotada no próximo mês. As autoridades municipais ainda não divulgaram detalhes sobre possíveis alternativas para quem não tiver acesso às plataformas digitais.


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