A Defesa Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta sexta-feira, o primeiro exercício de evacuação do Sistema de Alerta e Alarmes de 2026. A operação ocorreu em comunidades do centro e da zona oeste da cidade, com acionamento de sirenes em pontos estratégicos dessa região.
Durante a ação, moradores de áreas como Mangueira, Parque Candelária, Morro do Telégrafo, além de Morro da Barão, Travessa Antonina e Vila Anchieta receberam orientações sobre o funcionamento do sistema, tipos de mensagem emitidas pelas sirenes e procedimentos recomendados em emergências. Equipes explicaram também rotas de deslocamento para pontos de apoio e locais seguros.
No Parque Candelária, que funciona como ponto de concentração, cerca de 80 moradores participaram diretamente da atividade. O treinamento alcançou aproximadamente 10 mil residentes das comunidades atendidas pelo sistema de alerta. Além da orientação, moradores tiveram a oportunidade de fazer cadastro para receber alertas via SMS e WhatsApp, além de serviços de atualização cadastral, documentos pessoais e caderneta de vacinação.
A operação contou com o envolvimento de 50 agentes da Defesa Civil e o suporte de 18 órgãos municipais, incluindo secretarias de Ação Comunitária, Assistência Social, Saúde, Educação e Habitação, além da Fundação GEO-Rio e subprefeituras do centro e da zona oeste.
Segundo o subsecretário de Defesa Civil, a realização de simulações é fundamental para reforçar a cultura de prevenção, treinando moradores a reconhecer sinais de risco e agir corretamente. “Quando a comunidade sabe o que fazer, aumentam as chances de salvar vidas e diminuir riscos”, afirmou Rodrigo Gonçalves.
O sistema de alertas, pioneiro no Brasil, funciona na cidade desde 2011, sendo um modelo para outras regiões. Instalada inicialmente no Morro do Borel, na Tijuca, atualmente possui 164 sirenes distribuidas por 103 comunidades de alto risco geológico. Os dispositivos são acionados remotamente pelo Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) quando há ameaça de deslizamentos, sobretudo em períodos de maior vulnerabilidade durante o inverno.
Desde a implementação, as sirenes foram acionadas mais de 1.000 vezes, e cerca de 860 exercícios simulados foram realizados até hoje. A expectativa é expandir a realização dos treinamentos para todas as áreas cobertas pelo sistema ainda em 2026, preferencialmente em meses de menor volume de chuvas, para preparar a população antes dos períodos de maior incidência de temporais.
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