O antigo Palácio dos Correios de Petrópolis, construído em 1922 e tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), foi colocado à venda pela estatal como parte do Plano de Reestruturação da empresa. A edificação, localizada na Rua do Imperador, encontra-se atualmente em estado de deterioração e abandono.
A venda será efetuada por meio de procedimento de venda direta, prioritariamente dirigido a órgãos das administrações federal, estadual ou municipal. A unidade dos Correios situada nos fundos do prédio será transferida para outro endereço.
Considerado um importante símbolo arquitetônico do Centro Histórico de Petrópolis, o edifício foi construído em uma época marcada pela modernização do serviço postal no Brasil. Sua fachada apresenta elementos de estilo neoclássico, incluindo colunas preservadas, enquanto o interior mantém lustres originais. A estrutura reflete a importância do setor de Correios e Telégrafos na época, com construções monumentais em diversas regiões do país.
Desde há mais de uma década, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro denuncia as condições precárias do imóvel, solicitando reparos e restauração. Após uma representação ao Ministério Público Federal, o prédio foi interditado e a empresa foi obrigado a adotar medidas de manutenção. Contudo, as intervenções ainda não foram concluídas, de acordo com a entidade sindical.
A história postal de Petrópolis remonta a 1848, quando Dom Pedro II assinou o decreto que instituiu o serviço postal na cidade, tornando-se um dos pioneiros do Brasil nesta área.
Segundo o Inepac, o órgão acompanha o processo de venda e já enviou parecer técnico aos Correios, reforçando a necessidade de seguir todas as exigências relativas ao tombamento durante a transferência da propriedade.
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