junho 1, 2026
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01/06/2026

Proposta de eliminação do dinheiro nos ônibus é revista em Niterói e região

Uma proposta para eliminar a circulação de dinheiro em espécie nos ônibus voltou a ser discutida na região do Leste Fluminense, especialmente em Niterói. A iniciativa visa substituir os pagamentos tradicionais por meios digitais, como cartões de débito, crédito, PIX e sistemas eletrônicos integrados ao transporte público.

A ideia, defendida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac), busca promover maior segurança, modernização do sistema de transporte e redução de riscos para trabalhadores e usuários. Segundo a entidade, a proposta remonta a aproximadamente dez anos e ganha força após debates similares em outras cidades brasileiras. A discussão também parte do entendimento de que a digitalização pode diminuir a vulnerabilidade de trabalhadores a agressões e o transporte de grandes volumes de dinheiro.

O sindicato destaca ainda que a implementação de sistemas de pagamento eletrônico contribuiria para aprimorar o controle operacional do transporte e otimizar a arrecadação. Os representantes da categoria reforçam que a medida ajudaria a minimizar perigos associados ao porte de dinheiro em veículos, especialmente em áreas com índices elevados de criminalidade.

Historicamente, o pleito já figurou em campanhas salariais de rodoviários, aliando-se a reivindicações por melhorias nas condições de trabalho, reajustes salariais e aumento na cesta básica. Além disso, a categoria sempre manifestou intenção de ampliar as opções de pagamento disponíveis aos usuários, incluindo o uso de cartões e outras plataformas eletrônicas.

Se implementada, a mudança impactaria cidades como Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Tanguá, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e Silva Jardim. A proposta ainda necessita de negociações envolvendo empresas de transporte, municípios, órgãos públicos e representantes dos trabalhadores.

O debate também levanta questões relacionadas à inclusão digital, uma vez que uma parcela da população ainda depende de dinheiro em espécie para se deslocar. Especialistas apontam que qualquer mudança deve oferecer alternativas acessíveis para todos, garantindo que a transição não prejudique usuários sem acesso regular a plataformas digitais. O tema promete continuar em pauta nas discussões sobre o futuro do transporte coletivo na região.


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