junho 1, 2026
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01/06/2026

Caso de racismo contra influenciadora no Rio é registrado e investigado pela polícia

Na madrugada de sábado, uma influenciadora digital e modelo relatou ter sido vítima de racismo em um elevador no Centro do Rio de Janeiro. A ocorrência foi registrada inicialmente na 4ª Delegacia de Polícia e foi encaminhada à 1ª Delegacia de Polícia, onde as investigações seguem em andamento.

De acordo com Maynara Bittencourt, conhecida nas redes sociais como Nara, ela entrou em um elevador já lotado após seu trabalho na sexta-feira à noite. Ela afirma que uma mulher presente no local começou a demonstrar irritação com sua presença, passando a proferir palavras de cunho racista. Segundo ela, a agressora a chamou de “favelada” e “macaca”, além de acusá-la de “fazer faveladice”.

Ao tentar registrar a situação com o celular, Nara relata que foi agredida pela suspeita, que teria danificado seu aparelho para impedir a gravação. Após o incidente, a Guarda Municipal foi acionada e conduziu ambas ao plantão na 4ª DP. A influenciadora permaneceu na delegacia por aproximadamente nove horas até a formalização do boletim de ocorrência, sendo posteriormente liberada para responder ao caso em liberdade.

Maynara descreveu o impacto emocional da agressão, destacando a dor provocada pelas ofensas racistas e a tentativa de desumanizá-la. Ela também afirmou ter sofrido ferimentos físicos, incluindo arranhões, além de ter tido seu celular quebrado em uma tentativa de silenciá-la. Segundo ela, a agressora só recuou quando pessoas ao redor começaram a reagir de forma contrária às ações dela.

A influenciadora criticou as condições da delegacia, apontando a ausência de infraestrutura básica como banheiro, água e local adequado para sentar, aspectos que agravaram sua situação de desgaste emocional. Ela ainda declarou que espera que o episódio contribua para ampliar o debate contra o racismo no país, ressaltando os prejuízos de uma sociedade que ainda reproduz atitudes discriminatórias.

A Polícia Civil confirmou que o caso foi registrado na 4ª DP e transferido para a 1ª DP, responsável pelas investigações. Além disso, afirmou que o procedimento de atendimento, que durou cerca de duas horas, seguiu o padrão técnico. A instituição ressaltou a importancea de seus canais de denúncia e destacou que atendimentos em delegacias envolvem diversos procedimentos para garantir a formalização adequada das ocorrências.


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