junho 1, 2026
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01/06/2026

TCE-RJ rejeita contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro por irregularidades financeiras

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro rejeitou, nesta segunda-feira (1º), as contas referentes ao exercício de 2025 do ex-governador Cláudio Castro. A decisão foi emitida por maioria de votos durante sessão virtual e resultou em um parecer contrário à aprovação das contas, que será enviado à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para julgamento final.

Na votação, três conselheiros votaram pela rejeição, enquanto um apoiou a aprovação. O parecer técnico, de caráter orientativo, ficará agora sob análise dos deputados estaduais, que poderão manter ou reformar a decisão do Tribunal de Contas. A avaliação ocorrerá inicialmente na Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle da Alerj, seguindo posteriormente para votação em plenário.

A rejeição das contas reforça a crise política que acompanha o fim do mandato de Castro, que deixou o cargo antes do término oficial. A decisão do tribunal aponta para irregularidades e impropriedades detectadas nas informações apresentadas pelo governo estadual. Entre as principais acusações estão diferenças relevantes nos balanços patrimoniais, superavaliações de ativos e problemas na contabilização de investimentos, incluindo recursos aplicados no Banco Master. Essas inconsistências somariam valores expressivos, na ordem de bilhões de reais, segundo os relatórios de auditoria.

Conforme o voto vencedor, esses problemas comprometem a transparência das contas públicas, colocando em evidência falhas na gestão financeira estadual. Apesar de o relator original do processo ter recomendado a aprovação das contas, sua orientação foi acompanhada por várias ressalvas, determinações, recomendações e alertas. A maioria dos conselheiros, entretanto, optou pela rejeição total.

Atualmente, o procedimento segue sua tramitação institucional. Caso a Alerj mantenha a rejeição, o parecer poderá ser encaminhado ao Ministério Público, que pode proceder com investigações ou medidas judiciais cabíveis. Não há previsão de prazo para decisão final pelos deputados.

Essa análise ocorre em um momento de instabilidade institucional no estado, marcado por mudanças na condução do Executivo e disputas judiciais envolvendo o comando político. A rejeição das contas reforça o debate sobre a gestão financeira do Rio de Janeiro nos últimos anos, sem que se possa prever qual será o desfecho final na Assembleia Legislativa.


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