A equipe técnica da PortosRio viveu uma crise interna após a rejeição à aquisição de um imóvel em São João da Barra, no Norte Fluminense. O imóvel, avaliado em aproximadamente R$ 20,5 milhões, foi considerado inviável tanto do ponto de vista financeiro quanto estratégico por parte do setor responsável por planejamento e novos negócios. A resistência levou a uma série de exonerações e pedidos de desligamento, envolvendo mudanças na liderança da área técnica.
A decisão desfavorável foi fundamentada em um parecer elaborado pela Superintendência de Planejamento e Desenvolvimento de Negócios, que avaliou a proposta com base em um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental realizado por uma consultoria terceirizada. Segundo o documento, a compra do imóvel não apresentaria fluxo de caixa suficiente para cobrir o investimento, o que poderia gerar prejuízo à estatal.
Outro ponto destacado foi o uso limitado do terreno, pois a análise indicou que a maior parte da área de aproximadamente 580 mil metros quadrados permaneceria ociosa, já que só haveria demanda para utilizar cerca de 66 mil metros quadrados. Além disso, o relatório alertou para o risco de concorrência direta com o Porto do Açu, empreendimento privado vizinho que possui infraestrutura consolidada, potencialmente dificultando as operações planejadas pela PortosRio.
Apesar dos pareceres negativos, a aquisição havia sido aprovada formalmente pela diretoria executiva da companhia em uma reunião realizada em março de 2026, condicionada à realização de estudos adicionais de viabilidade financeira. Esses estudos, concluídos em maio, resultaram na reconsideração da proposta, levando às demissões recentes na equipe técnica responsável pela análise. O cenário atual indica que a discussão sobre a aquisição está encerrada, com a situação permanecendo sob avaliação interna.
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