Pesquisas recentes realizadas pela COPPE/UFRJ, no âmbito do projeto PRISMA, delinearam uma proposta para uma nova linha de metrô de alta capacidade na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O traçado preliminar prevê uma extensão de aproximadamente 50 quilômetros, passando por 29 estações, com velocidade máxima de 80 km/h e intervalos de 90 segundos entre os trens. A rota conectaria a estação Carioca, no centro do Rio, ao Aeroporto Santos Dumont, atravessando a Baía de Guanabara rumo a Niterói, São Gonçalo e, posteriormente, Itaboraí.
A análise do projeto aponta uma significativa redução no tempo de deslocamento na região. Segundo os estudos, um trajeto que atualmente demora cerca de 75 minutos de carro entre Icaraí e o Aeroporto Santos Dumont passaria a ser feito em aproximadamente 11 minutos por metrô. Os locais previstos para as futuras estações incluem pontos estratégicos em Niterói, como UFF, Praça do Rink, Icaraí, Santa Rosa, Noronha Torrezão e Alameda Boaventura. Em São Gonçalo, as paradas se desenvolveriam em áreas como Colégio Pedro II, Barreto, Neves, Village, UERJ, Prefeitura, Antonina, Alcântara, Vila Três, Vista Alegre, Marambaia, Apolo e Manilha. Em Itaboraí, o projeto contempla estações no Centro, BR-101, Arena Rua 100, Venda das Pedras e perto do bairro Itaboraí Plaza.
De acordo com a apresentação da equipe de estudos, a iniciativa tem como foco uma região de aproximadamente 1,7 milhão de habitantes, atualmente dependente de transporte por ônibus e caracterizada por tempos de deslocamento prolongados. O projeto da Linha 3 remonta ao final dos anos 1960, sendo uma das obras de mobilidade mais antigas e aguardadas na área metropolitana. Desde então, diversos estudos de traçado foram realizados ao longo das décadas, mas a construção não saiu do papel, apesar de promessas feitas por governos estaduais e federais.
Atualmente, o estudo está em fase de desenvolvimento avançado. As equipes envolvidas investem em projeções de demanda, estimativas de custos, análises de viabilidade econômico-financeira e modelagem de processos licitatórios. Esses passos visam determinar se o projeto possui condições de avançar para uma fase de implementação concreta, levando em consideração fatores tecnológicos, financeiros e de uso potencial.
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