Moradores do bairro Caxito, em Maricá, registraram nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, a possível aparição de uma onça-parda (Puma concolor) em uma via do loteamento Estância, próximo a uma propriedade residencial. As imagens mostram o animal em movimento na rua e em um quintal, levantando a hipótese de uma primeira ocorrência documentada fora das áreas de mata preservada na cidade. Até o momento, a confirmação oficial da Prefeitura não foi divulgada, e aguarda-se análise técnica dos registros.
Historicamente, os cinco registros anteriores de onças na cidade ocorreram exclusivamente dentro do Refúgio de Vida Silvestre Municipal (Revimar) ou em propriedades rurais próximas à região de Ponta Negra, desde 2021. O risco de encontros com humanos ou animais domésticos é considerado baixo, uma vez que a espécie, classificada como Vulnerável, não possui histórico de ataques no Brasil. A onça-parda é protegida por lei federal, sendo crime feri-la ou matá-la.
A presença do felino na região é facilitada pela geografia local, que possui uma grande quantidade de áreas de conservação. O Revimar, sozinho, possui cerca de 9 mil hectares, quantidade superior ao Parque Nacional da Tijuca, contribuindo para o fluxo de fauna silvestre na região. Especialistas que monitoram a espécie há anos alertam para o trajeto que liga o Refúgio à Serra do Mato Grosso, na divisa com Saquarema, onde a onça é frequentemente avistada. Esses profissionais, junto a órgãos ambientais, vêm confirmando a identidade do animal por pegadas, padrão de pelagem e marcas particulares.
A última grande repercussão envolveu uma captura ocorrida em Saquarema, na divisa com Maricá, em julho de 2023. Na ocasião, uma onça de aproximadamente 45 kg foi encontrada em uma garagem, sedada e microchipada, sendo posteriormente devolvida à mata. Acredita-se que seja o mesmo indivíduo que circula pela região atualmente.
A espécie, que não possui manchas na pelagem e apresenta tom uniforme de bege a marrom, tem peso que varia entre 34 a 72 kg, dependendo do sexo. Sua dieta inclui pequenos mamíferos, aves, veados, tatu e capivaras, e ela costuma atuar durante a noite e ao crepúscio. Como predador de topo ou de nível intermediário, sua presença indica sinais de reabilitação do ecossistema local.
Orientações oficiais recomendam manter a calma e agir com cautela ao avistar um animal silvestre em área urbana. É importante não se aproximar, não tentar capturá-la ou provocá-la, além de manter os animais domésticos protegidos. Em caso de encontros, acione imediatamente as autoridades de segurança e meio ambiente. É proibido ferir ou matar o animal, sob pena de penalidades ambientais.
Para proteger as criações e animais domésticos, recomenda-se recolhê-los e reforçar telas em galinheiros e currais, além de evitar restos de alimentos que possam atrair roedores ou outros predadores. Ocorrências envolvendo ataques ou avistamentos devem ser reportadas às autoridades locais, como a Guarda Municipal, Defesa Civil, IBAMA ou Secretaria de Meio Ambiente. A situação atual aguarda confirmação oficial da Prefeitura de Maricá e dos órgãos ambientais responsáveis, com atualizações a serem divulgadas assim que houver novidades.
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