junho 2, 2026
junho 2, 2026
02/06/2026

Maior número de famílias fluminenses saem do Bolsa Família em 2026 devido à elevação da renda

No período de março de 2023 a maio de 2026, mais de 5 milhões de famílias brasileiras deixaram o Bolsa Família após aumento na renda familiar, sendo que, apenas em maio de 2026, o número de desligamentos chegou a cerca de 5,1 milhões em todo o país. No estado do Rio de Janeiro, mais de 393 mil famílias deixaram o programa nesse intervalo de tempo, com destaque para municípios como a capital, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Duque de Caxias e São Gonçalo, onde ocorreu o maior volume de desligamentos.

Desde a retomada do programa pelo governo, em março de 2023, muitas famílias conseguiram sair da condição de pobreza ao garantir empregos formais ou ao empreender, atingindo o limite de renda estabelecido pela política. Esses lares ultrapassaram o limite de R$ 218 por pessoa ou completaram o tempo máximo de participação na modalidade. Em maio de 2026, a quantidade de famílias que abandonaram o programa no estado corresponde a aproximadamente 15,7 mil. Além do Rio de Janeiro, outros municípios com maior fluxo de desligamentos incluem Campos dos Goytacazes, São João de Meriti, Itaboraí, Magé e Petrópolis.

A nível nacional, o total de famílias que saiu do Bolsa Família por aumento de renda atingiu o patamar de cinco milhões, distribuídos entre as regiões mais populosas do país, como São Paulo, Bahia, Minas Gerais e o próprio Rio de Janeiro. Entre as capitais, São Paulo lidera, com mais de 7 mil desligamentos em maio de 2026, seguida por Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Brasília.

A nova política do Bolsa Família introduziu a chamada Regra de Proteção, que oferece uma transição segura às famílias que ultrapassam o limite de renda per capita, podendo continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda permaneça abaixo de R$ 706. Essa medida visa estimular a inserção no mercado formal, como reforçado pelo aumento de empregos formais, sobretudo em janeiro de 2026, quando 80% das vagas criadas foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aliados ao Cadastro Único, indicam que a geração de empregos tem contribuído para essa movimentação, além de demonstrar que a maior parte das famílias beneficiadas pelo programa busca alternativas de sustento através do trabalho formal. Estudos de instituições como a FGV Social confirmam que a renda do trabalho entre as populações mais pobres cresceu 10,7% em 2025, impulsionada pelo crescimento no número de empregos e pela implementação da Regra de Proteção. A tendência indica que a saída do programa por parte dessas famílias deve continuar, acompanhando o avanço na inclusão no mercado de trabalho e o aumento de suas rendas.


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