junho 2, 2026
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02/06/2026

Ilhas Maricás: reservas naturais, naufrágio histórico e turismo de aventura em Maricá

A cerca de alguns quilômetros da costa de Itaipuaçu, um arquipélago de cinco ilhas no Oceano Atlântico destaca-se tanto por sua beleza natural quanto pelo valor ambiental e histórico que guarda. As Ilhas Maricás estão localizadas na região próxima à entrada da Baía de Guanabara, em frente ao litoral de Maricá, e representam um destino pouco explorado e de grande interesse para quem busca contato com uma natureza preservada.

O conjunto de ilhas é conhecido por águas transparentes, formações rochosas marcantes, piscinas naturais e uma trilha que conduz ao farol na ilha principal. Contudo, parte da área é considerada reserva pela Marinha do Brasil, o que limita a visitação. Ainda assim, é possível realizar passeios autorizados até a ilha principal, onde se encontram atrativos naturais e vestígios históricos de relevância.

O acesso às Ilhas Maricás fica próximo à entrada da Baía de Guanabara, sendo visível a partir de diferentes pontos da orla de Itaipuaçu. Na ilha principal, pequenas praias, rochas e vegetação de porte reduzido compõem o cenário, acessível a partir da Praia da Capelinha. Uma trilha simples que parte deste ponto leva ao topo do farol, oferecendo uma vista panorâmica do mar aberto, da costa de Itaipuaçu e de trechos da Região Oceânica de Niterói. Outro destaque é uma grande fenda natural na formação rochosa principal, que contribui para a aparência selvagem e preservada do arquipélago.

Além do trilho e do farol, a região atrai praticantes de mergulho e atividade de observação de vida marinha. As águas ao redor das ilhas formam piscinas naturais ideais para o banho, especialmente em dias de mar calmo. O ambiente também é conhecido pelo naufrágio do vapor francês Moreno, ocorrido em 1874, que hoje repousa a aproximadamente 12 metros de profundidade e é frequente ponto de mergulho, inclusive para iniciantes, devido à sua fácil acessibilidade.

A história do Moreno marca um dos episódios mais conhecidos envolvendo as Ilhas Maricás. O navio, que fazia parte do comércio internacional na época, chocou-se contra as rochas próximas às ilhas e naufragou, transformando-se numa atração subaquática de relevante interesse histórico e para o mergulho recreativo. Este episódio reforça a importância do arquipélago na memória marítima da região, sendo registrado como um dos principais naufrágios do litoral do Rio de Janeiro.

Hoje, as Ilhas Maricás representam um ponto que conecta turismo, história e conservação ambiental. Sua visitação exige cuidados, uma vez que o local possui características ambientais sensíveis, e o acesso deve ser realizado com orientações adequadas, respeitando as normas da Marinha e as condições do mar. A preservação do ambiente também implica ações simples, como evitar lixo, tirar pedras ou conchas e respeitar a fauna local. Atividades de mergulho no naufrágio, por exemplo, devem ser feitas sob orientação especializada para garantir segurança.

Apesar de estar próxima de uma das praias mais conhecidas de Maricá, o arquipélago ainda é pouco reconhecido pela maioria dos moradores. Reconhecer as Ilhas Maricás é valorizar a riqueza natural e histórica do município, revelando uma dimensão que vai além das praias e lagoas, incluindo histórias submersas, faróis, formações rochosas e biodiversidade marinha. Por oferecer um patrimônio pouco explorado, o arquipélago tem potencial para impulsionar o turismo de natureza, o turismo histórico e ações de educação ambiental na região.


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