Em abril, a taxa de inadimplência em contratos de aluguel no Rio de Janeiro atingiu seu menor nível dos últimos cinco meses, conforme levantamento do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL). O indicador apresentou uma diminuição de 0,37 ponto percentual frente a março, fechando o período em 3,77%. Apesar da melhora, o índice estadual permanece acima da média nacional, de 3,18%, e também abaixo do registrado na mesma época do ano passado, de 3,88%.
O cenário de desaceleração na inadimplência local indica uma leve recuperação na capacidade de pagamento dos locatários. Contudo, especialistas ressaltam que fatores como alta da inflação, juros elevados e restrições orçamentárias continuam impactando o setor de locação. Assim, permanecem riscos de reajustes nas condições de adimplência.
Regionalmente, a Região Sudeste apresentou taxa de 2,94%, abaixo da média nacional. Já o Nordeste registrou o maior índice do país, com 4,98%, seguido pelo Norte, com 4,37%. A região Sul destacou-se com o menor percentual, de 2,65%.
No segmento de imóveis comerciais na região Sudeste, a inadimplência, embora ainda elevada, também apresentou declínio, chegando a 3,92%. Para imóveis residenciais, os índices variam: casas atingiram 3,20%, enquanto apartamentos tiveram a menor taxa, de 2%. Ainda, contratos de menor valor, até R$ 1 mil, continuam mais vulneráveis, com inadimplência de 5,56% para residências e 7% para comerciais nessa faixa de preço.
Os imóveis residenciais de alto padrão também mostraram avanços na regularização de pagamentos, com contratos cujo aluguel supera R$ 13 mil registrando uma taxa de inadimplência de 4,52%. Ainda que essa seja uma das maiores pautas do mercado residencial, o percentual perdeu força comparado aos meses anteriores.
O levantamento é baseado em dados anonimizados de mais de 800 mil locatários de todo o país e considera contratos com boletos em aberto há mais de 60 dias ou com atrasos superiores a esse período. O acompanhamento regular dessas estatísticas busca compreender a dinâmica do mercado de locação e orientar decisões de proprietários e imobiliárias.
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