junho 5, 2026
junho 5, 2026
05/06/2026

Rio implementa sistema de botão do pânico para proteção de profissionais de saúde nas UPAs

Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pelo governo do estado do Rio de Janeiro iniciaram a implementação de um sistema de segurança para proteção dos profissionais de saúde. O recurso, denominado “botão do pânico”, começou a ser instalado em maio e visa oferecer resposta rápida em casos de ameaças, agressões ou qualquer situação de violência durante o atendimento ao público.

A iniciativa faz parte de uma legislação estadual aprovada no final do ano passado e sancionada pelo governo. A norma estabelece medidas de fortalecimento da segurança em ambientes de saúde públicos, privados e conveniados, abrangendo também equipes de apoio e vigilância. Atualmente, a instalação encontra-se na fase final de elaboração de protocolos operacionais, que estão sendo alinhados com órgãos de segurança pública, incluindo a Polícia Militar.

O objetivo do sistema é proporcionar uma resposta célere às ocorrências de violência, um problema que tem se destacado em registros recentes na rede estadual de saúde. Dados de entidades médicas indicam uma incidência crescente de agressões, especialmente em unidades públicas, com maior prevalência entre profissionais do sexo feminino.

O funcionamento do “botão do pânico” envolve um sistema de emergência acessível nos computadores das unidades de saúde. Ao ativar o dispositivo, um alerta é enviado automaticamente ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar, responsável pelo monitoramento das ocorrências. Moderna e eficiente, a ferramenta também notifica a equipe de segurança da unidade, que recebe a localização exata do incidente para possível encaminhamento imediato.

A legislação que fundamenta o sistema prevê que qualquer atitude envolvendo ameaça, agressão física ou dano psicológico seja considerada uma forma de violência no ambiente de trabalho. Estudos realizados pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro revelam que, em média, um médico sofre alguma agressão a cada três dias no estado, com a maior parte dos episódios ocorrendo em unidades públicas e afetando principalmente profissionais do sexo feminino.

A implantação do sistema de segurança possui financiamento proveniente do orçamento estadual de saúde e do Fundo Estadual de Saúde. A legislação também determina o acompanhamento contínuo da atualidade do dispositivo e dos protocolos de resposta, visando ampliar a proteção e o ambiente de trabalho.


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