junho 6, 2026
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06/06/2026

Monitoramento revela presença de espécies e reforça benefícios do reflorestamento em Cachoeiras de Macacu

O programa Florestas do Amanhã, maior iniciativa estadual de reflorestamento no Rio de Janeiro, divulgou registros que evidenciam o aumento da biodiversidade em áreas restauradas em Cachoeiras de Macacu. Fotos capturadas por armadilhas fotográficas constatam a presença de várias espécies de médio e grande porte utilizando os ambientes em recuperação desde 2022, incluindo 12 mamíferos diferentes e uma ave ameaçada de extinção, a gavião-pombo-pequeno.

As áreas monitoradas atravessam uma zona ambientalmente estratégica, confinando com o Parque Estadual dos Três Picos e conectando-se à Reserva Ecológica de Guapiaçu. As ações de reflorestamento realizadas pelo órgão ambiental preencheram trechos anteriormente degradados, formando corredores florestais que promovem a circulação da fauna e reforçam a biodiversidade local. Desde o início do projeto, mais de 50 mil mudas foram plantadas em 30 hectares de terra, com árvores já atingindo cinco metros de altura. Outras regiões do município receberam cerca de 300 mil mudas, abrangendo uma extensão de aproximadamente 194 hectares, o que contribui significativamente para a recuperação do ecossistema.

O programa atualmente atua em 14 municípios, incluindo Guapimirim, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Magé. A meta para este ano é reflorestar cerca de 400 hectares, com aproximadamente 650 mil mudas, em regiões do estado ainda a serem definidas. O investimento previsto é de R$ 60 milhões, oriundo de parceria com o BNDES.

A assistência contínua da fauna às áreas em recuperação foi comprovada por registros recentes, que mostram espécies como antas, inclusive filhotes, indicando um habitat adequado ao desenvolvimento de diferentes fases de vida dos animais. Além delas, foram identificadas espécies de destaque, como onça-parda, jaguatirica, irara e cachorro-do-mato. A presença simultânea dessas espécies indica uma melhora na saúde ecológica da região, com a circulação de predadores, dispersores de sementes e pequenos mamíferos.

A restauração vegetal também desempenha papel importante na preservação da bacia hidrográfica Guapiaçu, responsável pelo abastecimento de água na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e na parte leste da Baía de Guanabara, que abastece aproximadamente 2,5 milhões de moradores. A recomposição das áreas verdes ajuda na redução da sedimentação causada pelas chuvas, contribuindo para a melhoria da qualidade das águas dos corpos d’água locais.


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