Vereadores em exercício na Câmara do Rio de Janeiro iniciaram movimentos para suas candidaturas às eleições de 2026, com pelo menos 26 nomes previstos para disputar cargos variados, incluindo deputados estaduais, federais, senadores e posições no governo do estado. Essas pré-candidaturas ainda dependem de confirmação oficial, já que as convenções só ocorrerão em agosto.
O cenário demonstra um recorde de interesse por cargos fora da Câmara Municipal, que neste ano não permite reeleições, levando os vereadores a buscar novas oportunidades na política estadual e nacional. Ainda assim, mais da metade dos 51 parlamentares já realiza preparativos nos bastidores para medir sua popularidade junto ao eleitorado externo à eleição municipal.
A maior quantidade de candidaturas é direcionada à Câmara dos Deputados, com 13 nomes apontados como possíveis candidatos ao cargo de deputado federal. Entre os partidos, o PSD, do prefeito Eduardo Paes, apresenta nomes como Felipe Boró, Marcelo Diniz, Márcio Ribeiro, Rafael Aloisio Freitas e Salvino Oliveira. Há rumores de que muitos desses nomes só oficializarão as intenções caso Pedro Paulo, presidente estadual da sigla, opte por disputar o Senado e abandonar a disputa pela Câmara Federal.
Partidos de diferentes espectros também compõem essa lista. No centro-direita, o PL conta com Alana Passos e Rafael Satiê; na esquerda, Tainá de Paula (PT), Tatiana Roque (PSB) e Rick Azevedo (PSOL) são nomes em evidência. Ainda na disputa por uma vaga federal, aparecem Leniel Borel (PP), Talita Galhardo (PSDB) e Willian Coelho (DC).
Na busca por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), oito vereadores estão considerados como pré-candidatos. Entre eles, nomes do PSD como Flávio Valle, Junior da Lucinha, Luiz Ramos Filho e Pedro Duarte, além de Dr. Rogério Amorim (PL), Gigi Castilho (Republicanos), Leonel de Esquerda (PT) e Renato Moura (MDB). Para esses candidatos, a atuação na Alerj representa uma oportunidade de ampliar influência, manter diálogo com regiões do interior e participar mais de perto da dinâmica política estadual.
Além das apostas em cargos legislativos, a corrida majoritária também inclui nomes ligados ao Senado. Quatro vereadores estão na disputa por uma das duas vagas na Casa Alta. Felipe Pires (PT) e Monica Benicio (PSOL) representam a esquerda, enquanto Helena Vieira (PSD) e Marcos Dias (Podemos) aparecem com posições em contextos mais centristas ou de centro-direita. Há ainda a expectativa de que Felipe Pires possa atuar como suplente na chapa de Benedita da Silva.
Por fim, a candidatura de William Siri (PSOL) para o governo do estado se destaca como uma tentativa de fortalecer a presença do partido na política estadual, usando sua atuação nas periferias e na Zona Oeste como plataforma de crescimento.
Se parte dessas candidaturas for bem-sucedida, a configuração da Câmara do Rio poderá passar por alterações significativas a partir de 2027, com possíveis substituições de vereadores e mudanças no alinhamento político interno do Legislativo municipal.
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