Um turista canadense morreu após cair de uma altura estimada de 170 metros na Trilha do Primata, dentro do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. O acidente ocorreu na quarta-feira (03/06), enquanto ele seguia em direção à Cachoeira do Primata. As autoridades investigam se fatores relacionados à sinalização, infraestrutura e segurança no local contribuíram para o incidente.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Atendimento ao Turista, incluem uma perícia realizada no sábado (06/06), após boas condições climáticas permitirem o trabalho no local. Os peritos recuperaram os pertences da vítima, como celular, documentos pessoais e dinheiro. Por causa do difícil acesso ao ponto do acidente, equipes da Polícia Civil tiveram apoio do Corpo de Bombeiros, que utilizou técnicas de rapel para atingir a área de queda.
Segundo relato de Karim Karam, amigo do turista que o acompanhava, o percurso começou por volta das 13h28, partindo do Cristo Redentor. Durante a caminhada, receberam informações de outros visitantes de que a trilha estaria chegando ao fim. Contudo, após mais de uma hora na trilha, perceberam que ainda não tinham encontrado a saída, o que levou-os a consultar um aplicativo de rotas e seguir pela Trilha do Primata, caracterizada por vegetação densa e terreno irregular.
O ponto do acidente ocorreu entre 15h20 e 15h30, quando Donia tentou ultrapassar uma árvore caída, escorregou em uma pedra e caiu na cachoeira próxima. Karim tentou ajudar, mas decidiu não continuar por risco de novos acidentes e tentou contato com o responsável pela hospedagem e o serviço de emergência brasileiro, que não funcionou devido à ausência de compatibilidade de contato.
Diante da dificuldade em chegar até o local do acidente, o amigo retornou com outras pessoas, mas nenhum deles conseguiu acesso seguro à área. Uma operação de resgate comandada pelo Corpo de Bombeiros durou horas, usando técnicas de salvamento em altura até localizar o corpo de Donia na madrugada de quinta-feira (04/06).
As autoridades também analisam vídeos feitos pelo acompanhante durante o passeio, que ajudarão a esclarecer o percurso percorrido e a sequência dos eventos. Após remoção, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro e aguarda os procedimentos legais e o contato com familiares.
O parque informou que não foi acionado oficialmente para participar da ocorrência e destacou que a trilha possui sinalização alertando sobre os riscos existentes. A administração do Parque Nacional da Tijuca ressaltou que ações de melhoria na sinalização, incluindo a instalação de 34 novas placas somente no último ano, continuam a ser realizadas para aumentar a segurança dos visitantes.
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