A possibilidade de implementação da Linha 3 do metrô na Região Metropolitana do Rio foi reexplorada por meio de um estudo técnico elaborado pela Coppe/UFRJ, indicando que o projeto mantém sua relevância no debate de mobilidade urbana. A iniciativa, embora ainda em fase de análise, propõe uma nova rota que passaria por Niterói, promovendo conexões com bairros estratégicos e integrando a cidade ao sistema de transporte metroviário da capital.
Segundo o estudo, a futura linha contemplaria oito estações no município: UFF, Praça do Rink, Icaraí, Santa Rosa, Alameda Boaventura e Barreto, além de pontos de integração ao longo do trajeto. A proposta visa facilitar deslocamentos, especialmente entre bairros de alta circulação, e ampliar o acesso a outras regiões metropolitanas, incluindo São Gonçalo, Itaboraí e o centro do Rio de Janeiro. Com essa expansão, busca-se criar um corredor de transporte de alta capacidade, promovendo maior integração entre diferentes modais já existentes na cidade.
A proposta traz uma mudança significativa na dinâmica de deslocamento local, pois permitiria reduzir o tempo de trajetos utilizados atualmente por moradores que dependem de ônibus, automóveis, barcas e da Ponte Rio-Niterói. A expectativa é de que, ao ampliar o alcance das áreas atendidas, mais pessoas possam acessar oportunidades de trabalho, educação e serviços com maior eficiência.
A novidade em relação aos projetos anteriores está na abrangência do traçado, que estaria praticamente dobrando o número de residentes próximos às futuras estações — um aumento de 98% na área de influência direta. Essa ampliação potencializa o uso do sistema de transporte e pode gerar melhorias no desenvolvimento urbano, na atividade econômica e na conexão regional, além de promover estímulo às vocações econômicas locais.
Entretanto, é importante destacar que o estudo elaborado pela Coppe/UFRJ é uma proposta técnica que serve de subsídio às decisões futuras. Ainda não há previsão formal de início das obras, pois o projeto depende de etapas posteriores envolvendo decisões políticas, financeiras e institucionais. Assim, a viabilidade de implementação só poderá ser confirmada após esses processos.
A relevância do estudo reside na retomada do debate sobre a ampliação do transporte de alta capacidade na cidade. Mesmo sem previsão concreta de avanço imediato, a discussão reforça o desejo de moradores por alternativas que possam melhorar a mobilidade e reduzir o tempo gasto em deslocamentos diários na região.
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