O projeto de desenvolvimento do complexo de resorts de luxo Maraey em Maricá foi autorizado a iniciar suas operações após anos de disputa judicial. A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitirá o começo das obras, previstas para esta semana, do empreendimento avaliado em R$ 11 bilhões, que ocupa uma área de 844 hectares na costa da cidade.
Localizado na região oceânica de Maricá, a cerca de 60 quilômetros do Rio de Janeiro, o Maraey compreende uma fase inicial de investimentos estimados em R$ 4,5 bilhões. Essa etapa inclui infraestrutura básica, como redes de água, energia, esgoto e pavimentação de 23 quilômetros, com prazo de dois anos. As construções principais, contendo hotéis, residências e uma escola de hotelaria certificada pela École Hôtelière de Lausanne, estão previstas para começar no próximo ano, com conclusão em aproximadamente dois anos e meio. Assim, a conclusão do projeto e a chegada dos primeiros hóspedes ocorrem até o final de 2029.
O complexo será palco de três hotéis de destaque: o primeiro resort temático do Rock in Rio, um Ritz-Carlton Reserve — o primeiro na América do Sul — e um resort all-inclusive da marca JW Marriott. Além das unidades de hospedagem, o empreendimento prevê 244 residências de marca e escolas de hotelaria de renome internacional.
O avanço do Maraey foi consolidado em agosto do ano passado, após decisão do STJ que revogou uma suspensão temporária que havia sido imposta anteriormente. A interrupção ocorreu por uma liminar do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), questionando os riscos ambientais ao ecossistema de restinga, mas a corte superior determinou que a análise do caso fosse feita na instância de origem.
No âmbito político, o apoio ao projeto também foi reforçado pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que assinou, em janeiro, uma carta de intenções durante a feira de turismo Fitur, em Madri, propondo parcerias estratégicas no valor de R$ 1,5 bilhão. A administração municipal estima que o Maraey criará aproximadamente 18 mil empregos durante a fase de construção, além de gerar cerca de 9 mil postos de trabalho permanentes após a conclusão, contribuindo com uma arrecadação anual de aproximadamente R$ 485 milhões em impostos.
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