A Justiça do Rio de Janeiro ordenou o afastamento do delegado Robinson Gomes Pereira, responsável pela Delegacia de Homicídios da Capital, das investigações sobre a morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira. A decisão foi proferida pela juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 1ª Vara Criminal da cidade, devido a questões de imparcialidade na condução do caso.
Segundo a magistrada, o delegado realizou uma mudança na linha de investigação sem autorização, contrariando as conclusões da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público do Rio de Janeiro, que indicam que os disparos que culminaram na morte de Daniel partiram de policiais militares. A ação penal já está em andamento, com dois policiais do 41º Batalhão, Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves, réus por homicídio qualificado. Esses policiais efetuaram mais de 20 tiros de fuzil contra o veículo em que Daniel estava, acompanhado por outras três pessoas.
A decisão judicial também determinou procedimentos adicionais, como o envio do caso para apuração pela Corregedoria da Polícia Civil, para investigar possível descumprimento de ordens judiciais, o afastamento do perito envolvido na investigação até sua identificação formal, a apreensão do inquérito policial na DHC e a exclusão de diligências realizadas após o recebimento da denúncia sem autorização judicial. A juíza destacou que a investigação não pode ocorrer de forma paralela à ação penal já em andamento.
O empresário foi morto em abril, após ser monitorado por policiais militares antes de uma abordagem na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Imagens de câmeras corporais dos agentes indicam que houve acompanhamento da vítima antes dos disparos.
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