junho 10, 2026
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10/06/2026

Concessão das arenas do Parque Olímpico do Rio é vencida por única empresa, por R$ 390 milhões

No final de 2025, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a realização de uma concessão para as arenas do Parque Olímpico, localizado na Zona Sudoeste da cidade. Na ocasião, foi informado que esse processo geraria uma arrecadação de aproximadamente R$ 520 milhões ao longo de duas décadas, além de promover desonerações para o município.

No começo de junho de 2026, a única participante na disputa, a empresa Rock World S.A., responsável pela produção do Rock in Rio, foi declarada vencedora. A empresa assumirá a gestão das principais estruturas, incluindo a Arena Carioca 1, o Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo Olímpico, que foi transformado em Museu Rio Olímpico. O valor estipulado para o contrato é de cerca de R$ 19 milhões anuais, totalizando aproximadamente R$ 390 milhões ao longo do período de 20 anos, valor abaixo do inicialmente previsto pela prefeitura. A ausência de outros concorrentes e a não participação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) geraram preocupações entre atletas e representantes de federações esportivas.

A gestão dessas arenas, consideradas o maior complexo do país destinado a competições, causou apreensão quanto ao seu futuro uso. Especialistas temem que o espaço, criado como legado esportivo após os Jogos Olímpicos de 2016, seja utilizado apenas para eventos de grande porte, o que poderia tornar as instalações pouco acessíveis para competições regulares ou inviabilizar sua manutenção.

Atualmente, a Arena Carioca 1 é palco de diversas modalidades esportivas, enquanto a Arena 2 funciona como centro de treinamentos. Questionada pela imprensa, a Prefeitura, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos não comentaram o valor final do contrato nem os detalhes do processo de concessão.

Além disso, a Rock World não respondeu às queries acerca de sua participação única na licitação, tampouco às preocupações de esportistas sobre o destino das instalações. O COB também não se manifestou. A expectativa agora é pelo desdobramento do contrato e pelo uso que será dado às arenas nos próximos anos.


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