junho 12, 2026
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12/06/2026

Empresária acorda após mês em coma em caso investigado como feminicídio em Niterói

Nesta semana, uma empresária de 30 anos despertou após mais de um mês em estado de coma, decorrente de uma agressão registrada em Niterói. A mulher, identificada como Izabela Leite, encontra-se hospitalizada no Hospital Estadual Azevedo Lima e permanece sob cuidados medicos, com seu quadro de saúde considerado grave.

Izabela sofreu ferimentos na cabeça, tórax e perna, após um episódio de violência que, segundo as investigações, envolveu seu ex-companheiro. Ela foi encontrada desacordada e com um coágulo cerebral, que tem apresentado melhora, mas ainda demanda atenção contínua. A jovem não teria recuperado a fala até o momento, embora já consiga se comunicar por meio de sinais, como piscadas, gerando esperança entre familiares e amigos.

A investigação conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher apura as circunstâncias do ocorrido. De acordo com as apurações, o agressor, que seria ex-companheiro de Izabela, foi preso no dia 7 de maio, no centro de Niterói, após uma ação policial que cumpriu mandado de prisão temporária. Ele foi transferido para o sistema penitenciário no dia seguinte. As autoridades destacam que a suspeita é de uma violência premeditada, ocorrida durante uma discussão anterior, que resultou em ferimentos graves na vítima.

Familiares relataram que Izabela, proprietária de um salão de beleza e mãe de uma menina de 11 anos, era uma mulher dedicada ao trabalho e à filha. Relatos apontam que o casal estaria separado há algum tempo, e que ela vinha investindo na carreira e na realização de cursos de aperfeiçoamento. A memória da vítima, segundo amigos, inclui momentos de perseguição e episódios de violência anteriores, incluindo uma agressão com ferimentos de faca que não foi formalmente denunciada.

No dia 13 de maio, familiares e amigos realizaram uma manifestação com uma corrente de oração em frente ao hospital, demonstrando preocupação com a recuperação da jovem e apoiando a busca por justiça. A família também relatou que Izabela sofreu complicações adicionais, como pneumonia por broncoaspiração, hematomas e passou por uma traqueostomia. Eles buscam acesso aos laudos médicos que possam esclarecer a gravidade das lesões, essenciais ao processo judicial.

A equipe médica aponta uma série de desafios no tratamento, incluindo danos cerebrais severos e longa permanência na unidade de terapia intensiva. A Secretaria de Saúde do estado informa que esses documentos permanecem sob sigilo, destinados à assistência à paciente, e não ao uso externo na investigação.

O suspeito, com histórico criminal que inclui passagens por tráfico de drogas e violência sob a Lei Maria da Penha, permanece sob busca, após uma prisão realizada com base em evidências coletadas. As investigações continuam para determinar detalhes e possíveis omissões que tenham agravado o quadro clínico de Izabela, incluindo uma possível demora no atendimento de emergência.

A defesa da família acompanha o caso de perto, com advogada que reforça a necessidade de manter a prisão do suspeito, apoiando-se em provas médicas e registros de conversas no telefone do acusado. Quanto mais informações forem apresentadas à Justiça, maior a expectativa de responsabilização.

O episódio evidencia a importância de dispositivos de denúncia e proteção às mulheres, reforçando o papel do Ligue 180 e do 190 em situações de risco. As autoridades permanecem na investigação, buscando esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o caso.


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