Nesta semana, uma empresária de 30 anos despertou após mais de um mês em estado de coma, decorrente de uma agressão registrada em Niterói. A mulher, identificada como Izabela Leite, encontra-se hospitalizada no Hospital Estadual Azevedo Lima e permanece sob cuidados medicos, com seu quadro de saúde considerado grave.
Izabela sofreu ferimentos na cabeça, tórax e perna, após um episódio de violência que, segundo as investigações, envolveu seu ex-companheiro. Ela foi encontrada desacordada e com um coágulo cerebral, que tem apresentado melhora, mas ainda demanda atenção contínua. A jovem não teria recuperado a fala até o momento, embora já consiga se comunicar por meio de sinais, como piscadas, gerando esperança entre familiares e amigos.
A investigação conduzida pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher apura as circunstâncias do ocorrido. De acordo com as apurações, o agressor, que seria ex-companheiro de Izabela, foi preso no dia 7 de maio, no centro de Niterói, após uma ação policial que cumpriu mandado de prisão temporária. Ele foi transferido para o sistema penitenciário no dia seguinte. As autoridades destacam que a suspeita é de uma violência premeditada, ocorrida durante uma discussão anterior, que resultou em ferimentos graves na vítima.
Familiares relataram que Izabela, proprietária de um salão de beleza e mãe de uma menina de 11 anos, era uma mulher dedicada ao trabalho e à filha. Relatos apontam que o casal estaria separado há algum tempo, e que ela vinha investindo na carreira e na realização de cursos de aperfeiçoamento. A memória da vítima, segundo amigos, inclui momentos de perseguição e episódios de violência anteriores, incluindo uma agressão com ferimentos de faca que não foi formalmente denunciada.
No dia 13 de maio, familiares e amigos realizaram uma manifestação com uma corrente de oração em frente ao hospital, demonstrando preocupação com a recuperação da jovem e apoiando a busca por justiça. A família também relatou que Izabela sofreu complicações adicionais, como pneumonia por broncoaspiração, hematomas e passou por uma traqueostomia. Eles buscam acesso aos laudos médicos que possam esclarecer a gravidade das lesões, essenciais ao processo judicial.
A equipe médica aponta uma série de desafios no tratamento, incluindo danos cerebrais severos e longa permanência na unidade de terapia intensiva. A Secretaria de Saúde do estado informa que esses documentos permanecem sob sigilo, destinados à assistência à paciente, e não ao uso externo na investigação.
O suspeito, com histórico criminal que inclui passagens por tráfico de drogas e violência sob a Lei Maria da Penha, permanece sob busca, após uma prisão realizada com base em evidências coletadas. As investigações continuam para determinar detalhes e possíveis omissões que tenham agravado o quadro clínico de Izabela, incluindo uma possível demora no atendimento de emergência.
A defesa da família acompanha o caso de perto, com advogada que reforça a necessidade de manter a prisão do suspeito, apoiando-se em provas médicas e registros de conversas no telefone do acusado. Quanto mais informações forem apresentadas à Justiça, maior a expectativa de responsabilização.
O episódio evidencia a importância de dispositivos de denúncia e proteção às mulheres, reforçando o papel do Ligue 180 e do 190 em situações de risco. As autoridades permanecem na investigação, buscando esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o caso.
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