A Associação Abraça Fibromialgia de São Gonçalo celebra cinco anos de atuação na defesa dos direitos e no suporte a pacientes com fibromialgia, agora com um novo objetivo: garantir uma infraestrutura própria na cidade. A entidade, criada por familiares e indivíduos que convivem com a síndrome, oferece atualmente apoio médico, psicológico e social, mesmo enfrentando dificuldades financeiras para manter suas atividades.
Fundada a partir da necessidade de oferecer informações, acolhimento e orientações, a associação busca ampliar suas ações com a criação de um espaço dedicado ao tratamento multidisciplinar, denominado “Espaço Roxo”. Este espaço visa reunir uma equipe composta por médicos, assistentes sociais e psicólogos com o objetivo de realizar avaliações biopsicossociais, essenciais para orientar os pacientes quanto à possibilidade de reconhecimento de pessoa com deficiência perante o INSS.
Atualmente, as atividades acontecem em instalações alugadas, situadas na Rua Lourdes de Sá Pereira, no bairro Boaçu, onde reuniões são realizadas toda terça-feira. A entidade depende de recursos próprios, destinados principalmente ao pagamento de transporte de voluntários, aluguel e despesas operacionais. Apesar dos desafios financeiros, a associação conquistou benefícios como a emissão de carteirinhas de identificação para pacientes, facilitando acesso a serviços e direitos previstos por lei.
Dentre as ações de conscientização, realizam a campanha “Divulga Fibro”, que busca educar profissionais de saúde do município para melhorar o atendimento aos pacientes. A atuação da entidade inclui atendimentos jurídicos, sessões de psicoterapia, apoio psicológico, atividades artísticas e físicas, todos realizados por voluntários. Verificou-se que, diariamente, cerca de 100 pessoas procuram os serviços, um número que, na prática, representa uma parcela menor da população acometida devido às limitações causadas pela síndrome.
A fibromialgia é classificada como uma síndrome que provoca dores musculares generalizadas, fadiga, distúrbios do sono, mudanças de memória e sintomas de ansiedade e depressão. A doença afeta principalmente mulheres, mas também pode atingir homens e crianças, embora muitos casos ainda tenham o diagnóstico dificultado pela total desconhecimento sobre o tema.
O impacto da síndrome na rotina dos pacientes é considerável, levando a longos períodos de incapacidade, dificuldades financeiras e desafios psicológicos. A dificuldade de acesso a medicamentos específicos, muitas vezes somente disponíveis com remédios sedativos ou analgésicos básicos, representa uma preocupação comum às pessoas com fibromialgia.
Dentro da própria entidade, muitas integrantes também convivem com a síndrome, encontrando na associação uma fonte de apoio emocional e fortalecimento pessoal. Casos como o de Uilma Maranhão, que busca melhorar sua qualidade de vida após anos de sintomas, exemplificam o papel transformador das atividades realizadas.
Nos últimos meses, a associação tem facilitado a reinserção social de pacientes, muitos dos quais assumem papéis de voluntários, contribuindo para a maior autonomia e conscientização sobre a doença na comunidade local. Quem desejar acompanhar as ações do grupo pode acessar seu perfil oficial nas redes sociais.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.


