Durante a Copa do Mundo de 2026, o Governo do Estado do Rio de Janeiro intensifica a campanha “Não é Não! Respeite a Decisão”, ampliando ações de conscientização contra o assédio em pontos de grande movimento na cidade. A iniciativa começou neste sábado (13) no Armazém do Píer Mauá, durante uma transmissão ao vivo promovida pela CazéTV, e continuará em diversos eventos e locais de concentração de torcedores ao longo do campeonato.
A campanha visa promover o respeito às mulheres, combater a violência e ampliar o acesso às redes de apoio existentes. Para isso, conta com a parceria de órgãos como o Ministério Público, além de setores do turismo, hotelaria, gastronomia, transporte e entretenimento. O objetivo é fortalecer a cultura de respeito nos ambientes públicos de lazer, pontos de convivência e celebração.
A Secretaria de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas destacou que a campanha “Não é Não” integra a política permanente do Estado, que, durante a Copa, está sendo reforçada nos locais de maior movimento. A iniciativa busca garantir que as mulheres possam participar das festividades de forma segura e com liberdade.
O Estado do Rio de Janeiro possui regulamentação específica para a metodologia, prevista na regulamentação estadual do Protocolo Nacional “Não é Não”, estabelecendo diretrizes para ações de prevenção, acolhimento e encaminhamento de vítimas de assédio, violência ou discriminação em eventos e estabelecimentos. Desde o início do ano, a campanha já atingiu mais de 9,6 milhões de pessoas, promovendo orientações em eventos, espaços públicos e locais de grande circulação.
Além disso, há uma plataforma de capacitação gratuita para profissionais que atuam em setores ligados ao turismo, hospitalidade, eventos, entretenimento e alimentação. O treinamento aborda formas de prevenção ao assédio, procedimentos de acolhimento e o encaminhamento adequado às redes de proteção. A inscrição pode ser feita pelo site oficial do programa.
Para as mulheres presentes em eventos ou locais de reunião pública durante o mundial, a orientação é procurar imediatamente por funcionários, agentes de segurança ou equipes de atendimento presentes no ambiente. O Estado dispõe de uma rede especializada, incluindo Delegacias de Atendimento à Mulher, centros de assistência, serviços de saúde, órgãos do sistema de justiça e unidades de apoio, que garantem acolhimento e encaminhamento adequado às vítimas.
Os canais de emergência disponíveis incluem a Polícia Militar pelo telefone 190, a Central de Atendimento à Mulher pelo 180 e pontos presenciais como as Delegacias Especializadas, a Patrulha Maria da Penha e unidades de assistência específicas, que atuam na proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade.
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