A saúde dos oceanos encontra-se em condições críticas, de acordo com um relatório recente das Nações Unidas, que destaca o aumento da temperatura da água, o crescimento do nível do mar e a disseminação de poluição marinha como principais ameaças.
O documento faz parte do terceiro ciclo da Avaliação Mundial dos Oceanos (WOA-3), uma análise institucional que reúne contribuições de 550 pesquisadores de 86 países. A análise reforça que o oceano desempenha papel fundamental na regulação do clima global, atuando como um importante estabilizador natural. No entanto, esse sistema já apresenta sinais de desgaste devido ao impacto de fatores ambientais adversos.
No contexto do Brasil, os efeitos dessa deterioração se refletem no aumento de riscos em regiões costeiras, incluindo erosões mais frequentes, além de ressacas e tempestades intensificadas. As mudanças no ecossistema oceânico também oferecem um panorama preocupante, com dados que mostram o acelerado degelo nas áreas polares, levando a uma elevação contínua das águas ao longo da última década.
O relatório evidencia ainda uma redução anual na cobertura de gelo nessas regiões, sobretudo após 2016, além de alertar para a crescente contaminação por micro e macroplásticos, que ameaça a segurança alimentar mundial e a saúde dos ecossistemas marinhos.
Até o momento, não há previsão de ajustes ou medidas específicas para conter o avanço dessas condições, e o cenário indica que as transformações no ambiente marinho continuarão a evoluir de forma acelerada.
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