junho 14, 2026
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14/06/2026

Colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes provoca morte de seis pessoas e investigações do Cenipa

Na manhã deste domingo, um acidente envolvendo a colisão de dois helicópteros na região do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, resultou na morte de seis pessoas. O evento gerou questionamentos sobre como as aeronaves chegaram a ocupar o mesmo espaço aéreo, situação considerada incomum na aviação. A investigação do episódio ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que analisará as causas do acidente e os detalhes da operação das aeronaves.

De acordo com especialistas, colisões entre helicópteros em voo são eventos raros, especialmente em rotas conhecidas e bem traçadas. Um advogado e especialista em aviação com experiência na Força Aérea Brasileira ressaltou que os corredores aéreos específicos para helicópteros funcionam de forma semelhante a vias de trânsito, com regras claras, comunicação contínua e procedimentos de segurança rigorosos. “Essas rotas costumam ser regiões com boa visibilidade e sem obstáculos, onde os pilotos mantêm contato constante e monitoram a presença de outras aeronaves,” explicou.

O incidente ocorreu pouco antes das 9 horas, quando as aeronaves colidiram em uma área utilizada para armazenamento de veículos elétricos da BYD, próxima à Avenida das Américas. O impacto resultou em explosões, incêndio e na morte de todos os ocupantes. Um dos helicópteros transportava quatro passageiros além do piloto, enquanto o outro era conduzido apenas pelo comandante. Ambos os veículos tiveram suas transações interrompidas pelos danos.

A investigação inicial do Cenipa visa reconstruir os trajetos das aeronaves antes do acidente, utilizando dados de navegação, registros operacionais, condições meteorológicas e histórico dos voos. O foco principal será compreender como ambas as aeronaves chegaram a ocupar a mesma área do corredor visual na região, dado que uma havia partido de Angra dos Reis, na Costa Verde, e a outra de Jacarepaguá, no Aeroporto local. Os investigadores também avaliarão movimentos realizados nos minutos que antecederam o impacto, ressaltando que ainda é cedo para determinar as causas exatas, já que múltiplos fatores podem estar envolvidos, incluindo fatores humanos, equipamentos e procedimentos adotados pelos pilotos.

Todos os documentações das aeronaves, incluindo certificados de aeronavegabilidade, estavam regulares e atualizadas na época do acidente. O modelo do helicóptero que se envolveu na colisão é um Eurocopter AS350 B2, conhecido como Esquilo, atualmente chamado Airbus H125, além de um Bell 206B Jet Ranger. Os dois estavam aptos para voo, segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ainda serão analisados registros de manutenção, licenças, exames médicos dos pilotos e comunicações realizadas durante os voos.

O Cenipa realizou neste domingo uma ação inicial que consiste na coleta de informações e na documentação da cena do acidente. A expectativa é que um relatório preliminar seja divulgado em até 30 dias, enquanto o relatório conclusivo pode levar meses ou anos, dependendo da complexidade da apuração.


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