No último domingo, uma colisão entre dois helicópteros na Região do Recreio dos Bandeirantes resultou na morte de seis pessoas, destacando a elevada movimentação aérea na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A região, que abriga uma significativa concentração de operações de aviação executiva, tem registrado crescimento constante no uso de aeronaves didática a movimentações comerciais de helicópteros.
Dados provenientes do setor indicam que o número de operações de helicópteros no estado apresentou aumento de aproximadamente 18% nos últimos dois anos. Entre 2023 e 2025, a quantidade de pousos e decolagens elevou-se de 182 mil para 215 mil, conforme informações da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), com base em registros do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Paralelamente, a frota operacional cresceu de 247 para 319 aeronaves, representando um aumento de quase 30%.
Na área do Recreio dos Bandeirantes, moradores têm percebido essa expansão no fluxo de aeronaves, que tem se tornado uma constante em suas rotinas. moradores relatam viver sob contínuo sobrevoo de helicópteros, com relatos de barulhos intensos em diferentes horários do dia. Empresários e residentes há mais de duas décadas na região observaram a mudança no padrão de circulação, que antes era mais concentrada na parte da manhã. Hoje, as operações acontecem de forma mais disseminada ao longo do dia. Algumas pessoas chegaram a fazer reclamações oficiais devido ao ruído excessivo, o que resultou em ajustes na altura dos voos realizados na área.
Apesar dos incidentes recentes, especialistas afirmam que acidentes envolvendo colisões de helicópteros ainda são considerados relativamente raros. As operações aeronáuticas seguem rotas específicas, delimitadas para garantir a segurança nas rotas de voo, similares a vias de circulação aérea. Ainda assim, as causas específicas do acidente que causou a morte das seis vítimas, incluindo o cantor Oliver Tree e o influenciador Gaspi, permanecem em investigação pelas autoridades responsáveis.
A região do Recreio possui uma localização estratégica, próxima ao Aeroporto de Jacarepaguá, além de abrigar instalações relevantes de apoio à aviação, como o Clube da Aeronáutica, a base da HeliRio, o Clube Céu em Guaratiba e o Helicentro de Guaratiba. Atualmente, o Rio de Janeiro conta com 23 empresas de táxi aéreo certificadas, sendo a segunda maior concentração do país, atrás somente de São Paulo.
O aumento na circulação de aeronaves está, em grande parte, ligado às operações offshore na indústria do petróleo, especialmente na Bacia de Campos. As tendências de crescimento na aviação por helicóptero no estado refletem uma expansão nacional, contudo, apresentam características específicas na região do Rio de Janeiro, impulsionadas principalmente pelos setores de exploração e suporte à indústria petrolífera.
As autoridades continuam acompanhando o desenvolvimento do setor e investigando as circunstâncias do acidente ocorrido na última semana.
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