A Polícia Civil finalizou as investigações sobre um caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 14 anos, ocorrido em agosto de 2023, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. O inquérito indica a participação de dois jovens menores de idade, que também são suspeitos de um episódio semelhante registrado em Copacabana, em janeiro deste ano. Com base nas evidências coletadas, foi solicitada a busca e apreensão dos suspeitos à Justiça.
De acordo com informações da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), além dos adolescentes, um homem de 24 anos também foi indiciado. No entanto, não houve pedido de prisão preventiva em relação a ele, apenas a imposição de medidas cautelares.
As investigações revelaram que a vítima foi atraída a uma residência na Rua São Clemente após aceitar um convite para um encontro. O episódio, que inicialmente parecia uma reunião privada, teria sido uma armadilha planejada pelo grupo. A menina foi levada a um quarto, onde permaneceu sob coação pelos suspeitos durante aproximadamente uma hora e meia. Ela relatou ter sido submetida a violência, incluindo agressões físicas e estupro, além de sofrer tapas no rosto e socos nas costelas.
Imagens do acontecimento, posteriormente divulgadas, reforçam a versão da vítima e indicam uma tentativa de constrangimento. Vídeos exibindo as lesões sofridas pela adolescente e trocas de mensagens posteriores ao incidente também foram apresentados às autoridades.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages, o padrão de ação em Botafogo é compatível com o ocorrido em Copacabana. Ambos os casos demonstram um modus operandi semelhante, no qual um dos adolescentes atraía as vítimas para encontros que resultaram nos crimes.
Hoje, um dos envolvidos está em prisão preventiva decorrente do caso em Copacabana. O outro menor está cumprindo medida socioeducativa de internação determinada pela Vara da Infância e da Juventude. A legislação brasileira permite que jovens de até 21 anos respondam por atos praticados enquanto ainda eram menores.
Além disso, a Polícia Civil solicitou medidas de restrição ao envolvido que não está preso, como a proibição de contato e a obrigação de manter distância da vítima, além do comparecimento periódico à Justiça. O Ministério Público manifestou-se favoravelmente à busca e apreensão dos dois adolescentes, cabendo agora a decisão final à Vara da Infância e da Juventude.
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