A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (16) por maioria condenar o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por crime de coação durante o processo judicial. Atualmente residindo nos Estados Unidos há pouco mais de um ano, ele teria atuado para comprometer a tramitação de ações contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O julgamento teve início às 14h, com discurso do relator, ministro Alexandre de Moraes. Após a apresentação da denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Eduardo Bolsonaro, os ministros começaram os seus votos. Moraes foi o primeiro a se posicionar, apoiando a condenação, seguido pelos ministros Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Segundo a denúncia formal, Eduardo Bolsonaro foi acusado de coagir e conspirar enquanto se encontrava no exterior, visando prejudicar processos relacionados ao seu pai. A Procuradoria apontou que ele tentou atingir a reputação de magistrados e se utilizou de conexões políticas nos Estados Unidos para influenciar decisões judiciais e interferir no cenário político brasileiro, incluindo ações que impactaram a imagem do Judiciário.
Ele perdeu o mandato de deputado federal em dezembro de 2025, juntamente com Alexandre Ramagem (PL-SP), por excesso de faltas não justificadas em sessões do Congresso Nacional. A decisão do STF é um desdobramento de investigações em andamento relacionadas às movimentações de Bolsonaro e seus apoiadores.
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