No dia 31 de maio, a Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha, uma das referências da fé no Rio de Janeiro, realizou uma cerimônia que marcou o fechamento do Mês Mariano, reunindo fiéis e destacando momentos históricos do Santuário. O evento incluiu a reinauguração dos portões do pórtico, restaurados após mais de meio século, além de celebrações que rememoraram datas importantes relacionadas à trajetória da Igreja da Penha.
A data comemorou os 60 anos do reconhecimento oficial do local como Santuário Arquidiocesano, concedido pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara, além dos 45 anos desde sua elevação à condição de Santuário Mariano Arquidiocesano, realizado pelo Cardeal Eugenio de Araújo Sales em 1981, sob um desejo expressado por São João Paulo II na visita ao Rio em 1980. Também foi celebrado o décimo aniversário do título de Basílica, concedido durante a administração do Cardeal Orani João Tempesta.
A cerimônia teve início na Paróquia Bom Jesus da Penha, ao pé da subida até o Santuário, com momentos de oração conduzidos pelo reitor, padre Thiago Sardinha, e pelo diácono Melquisedeque, especialmente voltados às mulheres. Após a oração, Dom Orani liderou um terço com os presentes, precedendo a procissão que seguiu até o topo da colina. Durante o trajeto, ocorreu a reinauguração dos portões históricos, que haviam sido preservados desde a década de 1970. A restauração foi feita graças à contribuição de fiéis e benfeitores do Santuário, que desejaram recuperar uma tradição importante do local.
Inspirados no estilo francês da Belle Époque, os portões exibem símbolos associados à devoção a Nossa Senhora da Penha, além de referências à história do Brasil, à Santa Sé e à Espanha, origem da devoção que posteriormente se difundiu em Portugal, além de virtudes teológicas como fé, esperança e caridade.
Após a procissão, a celebração continuou com uma missa ao ar livre na Concha Acústica do Santuário, conduzida por Dom Orani. O espaço também recebeu a imagem de Santo Antônio, trazida pelos frades franciscanos, no contexto das festividades do padroeiro do Convento Santo Antônio, localizado no Largo da Carioca. Na homilia, o arcebispo destacou a relevância espiritual do local na história religiosa do Rio de Janeiro, ressaltando a chamada à conversão e à intercessão de Maria por paz e fraternidade na cidade.
Por fim, a maior expectativa foi a tradicional cerimônia de coroação de Nossa Senhora da Penha, realizada às alturas do Santuário perante uma grande assistência de fiéis. A homenagem simbolizou a reverência à padroeira mariana da cidade em uma célébration que celebrou sua importância na religiosidade local.
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