A disputa judicial envolvendo a atriz Isis Valverde voltou a ser pauta nesta quarta-feira (17), após uma manifestação de sua defesa contestar alegações feitas por uma ex-cozinheira. O advogado da artista afirmou que ela nunca obrigou a funcionária a cumprir jornadas de 12 horas diárias, como alegado no processo. Segundo ele, a rotina de Isis é incompatível com a versão apresentada, já que ela passa longos períodos fora de casa por compromissos profissionais e pessoais, o que, na visão da defesa, enfraquece a alegação de excesso de trabalho.
A defesa também destacou que, ao longo dos anos, a relação entre Isis e a ex-cozinheira foi marcada por ações de apoio por parte da artista, incluindo a compra de uma residência e o custeio de um curso de culinária para a ex-funcionária. Além disso, afirmou que um acordo entre as partes, homologado pela Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro em novembro de 2025, resolveu o caso de forma definitiva.
A manifestação da defesa critica a cobertura da imprensa, que considera parcial e tendenciosa, e anunciou planos de tomar medidas judiciais contra eventuais ataques nas redes sociais que possam prejudicar a imagem da atriz. O advogado da ex-cozinheira confirmou que o processo foi encerrado por meio de um acordo e que não há pendências entre as partes, qualificando o episódio como “uma página virada”.
Segundo ele, o compromisso foi cumprido integralmente. A defesa de Isis criticou a possibilidade de falsas alegações, alegando que, durante o vínculo empregatício, a ex-funcionária recebeu benefícios como cursos de formação e uma residência, além de afirmar que ela foi tratada com cordialidade no ambiente de trabalho. A defesa também reforçou que as alegações de uma jornada de trabalho de 12 horas mais 20 minutos de intervalo não têm respaldo na realidade, especialmente considerando que Isis passa boa parte do tempo viajando ou fora do Rio de Janeiro.
O caso teve início após a entrada de uma ação trabalhista por parte da cozinheira, que alegou ter sido contratada em 2014 e que, ao longo do tempo, passou a desempenhar tarefas além do seu contrato sem remuneração extra. Ela afirmou trabalhar de 8h30 às 20h ou 20h30, de segunda a sexta-feira, com apenas 20 minutos de descanso, solicitando pagamento de horas extras, diferenças de FGTS, indenização por danos morais e outras verbas, com pedidos que ultrapassavam R$ 385 mil.
Na defesa, Isis negou as acusações, alegando que suas atividades eram compatíveis com o cargo e que todos os direitos trabalhistas e previdenciários foram cumpridos. Argumentou ainda que a ex-funcionária frequentava cursos durante o trabalho e que outros empregados na residência fortalecem as alegações de que não houve acúmulo de funções. O processo foi encerrado com a homologação de um acordo em que a atriz pagou R$ 30 mil à ex-cozinheira, dividido em seis parcelas, eliminado assim as pendências judiciais.
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