junho 18, 2026
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18/06/2026

Adiada audiência sobre caso de morte de adolescente em Niterói; nova data é 2 de setembro

A audiência relacionada ao processo sobre a morte de Maria Eduarda de Oliveira Ramos, de 16 anos, originalmente agendada para esta quarta-feira (17) em Niterói, foi adiada. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro transferiu a sessão da 3ª Vara Criminal de Niterói para o dia 2 de setembro, às 13h. O caso ainda não ingressou na fase de júri popular, que ainda não possui uma data definida.

A etapa de instrução é crucial no procedimento penal, pois nela são ouvidas testemunhas, apresentadas provas e realizadas interrogatórios. Após essa fase, a Justiça determinará se o réu será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O episódio que envolve Maria Eduarda ganhou destaque em janeiro de 2023, após seu desaparecimento no bairro Santa Paula, em Inoã, Maricá. Desde então, familiares, amigos e moradores acompanham as investigações e cobram esclarecimentos.

Maria Eduarda desapareceu no dia 21 de janeiro, após sair de casa. Segundo apurações, ela teria ido ao encontro do então ex-namorado, Gustavo Diniz Frazão, criminalmente apontado como responsável pelo caso. Durante nove dias, campanhas de busca e ações nas redes sociais mobilizaram voluntários e moradores na tentativa de localizá-la.

O corpo da jovem foi localizado em 30 de janeiro, em uma área de mata próxima à Estrada dos Cajueiros, em Itaipuaçu, após moradores perceberem um odor forte. A vítima apresentava sinais de decomposição avançada. As investigações ficaram sob o gerenciamento da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Testemunhos e perícias indicaram o envolvimento do suspeito, incluindo imagens dele com Maria Eduarda na garupa de uma motocicleta no dia do desaparecimento. O celular da vítima foi encontrado próximo à residência do suspeito e submetido a perícia técnica.

Gustavo Diniz foi preso no centro de Niterói poucos dias após o ocorrido e ainda aguarda julgamento. O Ministério Público denunciou-o por feminicídio. A morte de Maria Eduarda provocou forte comoção na comunidade de Maricá, levando a manifestações e atos de cobrança por justiça.

Atualmente, a tramitação do processo continua sem uma data definida para o julgamento.


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