junho 21, 2026
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21/06/2026

Projeto de lei em Maricá garante acolhimento de pessoas em situação de rua com seus animais

Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Maricá visa assegurar que pessoas em situação de rua possam utilizar equipamentos públicos de acolhimento noturno e atendimento emergencial sem a necessidade de se separar de seus animais de estimação. A iniciativa, de autoria da vereadora Andrea Cunha, aguarda análise das comissões legislativas antes de avaliação em plenário.

Segundo o texto, as instalações públicas de atendimento deverão oferecer espaços adequados para a permanência temporária de animais durante o período de abrigo dos seus tutores. Esses locais precisam proporcionar condições sanitárias, ambientes seguros, ventilação adequada e proteção contra intempéries, como chuva, frio ou calor excessivo. É previsto que, em estruturas existentes ou novas, possam ser incluídas áreas específicas, como canis, gatis ou espaços de convivência compartilhados, enquanto a permanência do animal dependerá do acompanhamento direto do proprietário, responsável pelos cuidados básicos e comportamento do animal.

A proposta também estabelece que os animais devem estar sob controle, preferencialmente presos por guias ou em caixas de transporte, especialmente nas áreas comuns. Além disso, recomenda-se que não apresentem comportamento que possa colocar em risco outros acolhidos ou funcionários.

Dentro do projeto, há uma articulação entre as políticas de assistência social e proteção animal. O município poderia oferecer ações de vacinação, vermifugação, microchipagem, castração gratuita, atendimentos veterinários e orientações sobre guarda responsável. A justificativa aponta que, muitas vezes, o medo de se separar de seus animais é um motivo para que indivíduos em situação de rua evitem o acolhimento institucional, já que seus pets representam companhia, proteção e apoio emocional em circunstâncias vulneráveis.

A proposta destaca que a separação forçada dos animais pode criar obstáculos de acesso aos serviços sociais. Assim, o acolhimento conjunto visa evitar o abandono animal nas ruas e ampliar a possibilidade de pernoites seguros para pessoas vulneráveis. Caso aprovada, a administração terá 90 dias para regulamentar os protocolos sanitários e de convivência nesses espaços.


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