O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro suspendeu a instalação de 390 radares em rodovias estaduais do interior do estado, determinando a paralisação das ações relacionadas ao contrato firmado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ). A decisão impede a continuidade da implementação dos equipamentos de fiscalização eletrônica até que as irregularidades apontadas sejam esclarecidas.
A suspensão decorre de uma análise que levantou suspeitas de irregularidades na licitação responsável pela aquisição e instalação dos dispositivos. O TCE-RJ identificou indícios de possível sobrepreço, estimado em mais de R$ 129 milhões, além de apontar inconsistências nos valores apresentados e possíveis vínculos entre as empresas envolvidas. Entre as observações também estão propostas com lances inadequados, diferenças insignificantes entre as ofertas e valores fora dos padrões de mercado, além de possíveis violações às regras de competitividade.
O projeto original, anunciado em março, previa a implantação de 390 redutores de velocidade em estradas do interior fluminense, com previsão de que todos os novos radares estariam operantes até junho. Com a decisão do tribunal, a instalação foi interrompida, impactando a política de vigilância no trânsito dessas vias. As empresas vencedoras do processo licitatório são a Splice Indústria, Comércio e Serviços Ltda. e a Perkons S.A.
Até o momento, o DER-RJ e os envolvidos têm 15 dias para apresentarem respostas às questionamentos do tribunal, que continuará acompanhando o caso até que sejam esclarecidos todos os pontos levantados. Desde junho, a presidência do órgão é exercida pela coronel da Polícia Militar Gabryela Reis Dantas, após a troca na direção.
Enquanto aguarda a continuidade do procedimento, a instalação dos radares permanece suspensa, afetando a fiscalização de velocidade e a segurança nas rodovias estaduais. O episódio traz à tona debates sobre o uso de recursos públicos, transparência em contratos e a gestão de investimentos em segurança viária. Novos desdobramentos dependem das manifestações do DER-RJ e das conclusões do Tribunal de Contas.
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