Na última segunda-feira, um homem conhecido como Bruno da Silva Loureiro, popularmente denominado “Coronel do Muquiço”, foi preso enquanto recebia atendimento médico no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, na Zona Norte do Rio. Ele era considerado um dos indivíduos mais procurados pelas forças de segurança estaduais.
A operação de captura contou com o empenho de equipes de inteligência que monitoraram a situação, levando à localização do suspeito no interior da unidade de saúde. Bruno, de 43 anos, estaria internado por causa de uma infecção e teria sido localizado enquanto passava por um procedimento médico. A prisão ocorreu sem incidentes, com equipes especializadas cercando o local para garantir a segurança durante a operação.
Informações obtidas pelas autoridades indicam que a captura foi possível por meio de trabalho de inteligência desenvolvido pela Subsecretaria de Inteligência do estado. Após identificarem o paradeiro do suspeito, as forças de segurança mobilizaram o 41º Batalhão de Polícia Militar, de Irajá, que cercou o hospital para garantir o cumprimento da ordem judicial e evitar interferências externas.
De acordo com a polícia, Bruno permanece sob custódia policial no hospital, com monitoramento contínuo até que receba alta médica e seja transferido para uma unidade do sistema prisional. Não há previsão de quando o procedimento médico será concluído.
Conhecido por seu envolvimento com organizações criminosas, Bruno da Silva Loureiro é atribuído ao Terceiro Comando Puro (TCP). Ele também teria liderança no tráfico de drogas na Comunidade do Muquiço, localizada na região de Guadalupe e Deodoro, na Zona Norte. As investigações apontam que ele é suspeito de diversos crimes, incluindo homicídio, tráfico, associação ao tráfico, roubo, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito e lesão corporal. Desde 2018, há pelo menos 12 mandados de prisão expedidos contra o suspeito.
O nome de Bruno ganhou destaque em 2025, em relação à investigação da morte da jovem Sther Barroso dos Santos, de 22 anos. Segundo as autoridades, ela foi sequestrada após sair de um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará. Ela foi agredida, deixada na porta da casa da família e chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu às complicações.
A operação de prisão foi registrada na 39ª Delegacia de Polícia, e o episódio reforçou o policiamento nas imediações do hospital. As forças de segurança continuam acompanhando o caso, que está sob investigação, com o suspeito internado sob escolta até sua transferência ao sistema prisional.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



