Uma mulher brasileira de 30 anos foi condenada a um ano de prisão com suspensão condicional após ser considerada culpada de perseguir o cantor Jung Kook, integrante do grupo BTS, na Coreia do Sul. Ela foi detida preventivamente desde o começo de março, após uma série de invasões à residência do artista em Seul.
A jovem, residente em São Paulo há aproximadamente dois anos, viajou para a Coreia do Sul sem aviso prévio, após deixar a Paraíba. Em janeiro, ela foi encaminhada à delegacia local depois de ir à casa do cantor, que fica no mesmo distrito. Relatos da família indicam que ela sofre de transtornos mentais e tentaram trazê-la de volta ao Brasil, mas a viagem aconteceu sem comunicação prévia.
O tribunal de Seul julgou o caso e decidiu pela suspensão do cumprimento da pena por dois anos. A sentença considerou fatores que favorecem a ré, como a ausência de contato direto de Jung Kook com a invasão e o fato de ela não ter acessado áreas internas da residência. Contudo, a condenação levou em conta que ela desrespeitou advertências policiais e medidas restritivas, chegando a tocar a campainha da residência 133 vezes na madrugada de 12 de dezembro.
Segundo a sentença, a ação teria sido motivada por uma tentativa de expressar afeto ao artista, sem intenção de causar danos físicos ou materiais. O tribunal também avaliou que há um risco mínimo de reincidência, já que ela está sob custódia há cerca de três meses e será deportada após decisão final do processo.
O caso ganhou repercussão internacional e tem causado preocupação familiar. Uma parente relatou que a jovem tentou manter tratamento psicológico no Brasil, mas não conseguiu, e que ficou surpresa ao descobrir a viagem à Coreia do Sul por redes sociais. Ela também afirmou que a família acredita que, se deportada, a jovem poderá receber acompanhamento adequado e estar sob cuidados mais próximos.
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