junho 24, 2026
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24/06/2026

Operação do MPRJ apura fraude em desapropriação e prende arquiteto Octávio Gabaglia

Na manhã desta quinta-feira, restos de embarcação apareceram entre as praias do Canto e da Armação, na região de Búzios, por volta das 10h.

Na mesma cidade, o arquiteto Octávio Raja Gabaglia, responsável pelo desenvolvimento do famoso “estilo Búzios”, foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A ação ocorreu na terça-feira (23) e resultou na condução dele até a delegacia, sob suspeita de porte ilegal de armas.

Em nota publicada no seu perfil no Instagram, Gabaglia informou que recebeu a visita de representantes do MPRJ para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. O arquiteto declarou que apresentou voluntariamente uma arma antiga, que pertenceu ao seu pai e que guardava como lembrança familiar. Após prestar esclarecimentos, ele foi liberado, sem demais implicações.

A operação, batizada de “Dominus Fictus” (Falso Dono), foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Armação dos Búzios, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ. Durante a diligência, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Búzios e Cabo Frio. Além da arma, agentes apreenderam celulares e documentos relacionados ao caso.

O Ministério Público investiga possíveis irregularidades na alteração de registros imobiliários e no uso de recursos públicos. Especificamente, busca-se verificar se houve uso de documento falso para facilitar a desapropriação de imóveis ligados às obras na Lagoa de Geribá, que pode ter ocorrido com a participação de agentes públicos e privados. Há também apuração sobre o potencial pagamento irregular com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente.

Até o momento, Gabaglia nega qualquer envolvimento em irregularidades. Sua defesa solicitou acesso aos autos para esclarecer os fatos, enquanto o arquiteto permanece à disposição das autoridades, mantendo uma postura de colaboração.

A Prefeitura de Búzios informou que a desapropriação ocorreu dentro dos trâmites legais e que a utilização de recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente foi aprovada pelo Conselho Municipal, conforme estabelecido nos procedimentos administrativos. A administração municipal também afirmou que as alterações nos registros imobiliários são de responsabilidade dos cartórios responsáveis, sem interferência do governo local.

Em nota, a Prefeitura reiterou o compromisso de colaborar com as investigações e destacou que irá adotar as medidas cabíveis para apurar quaisquer irregularidades relacionadas ao caso.


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