junho 25, 2026
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25/06/2026

Operação Lázaro investiga reativação fraudulenta do Banco de Crédito Móvel de 1964

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desencadeou nesta quinta-feira uma operação que visa esclarecer suspeitas de fraude envolvendo a reativação de uma antiga instituição financeira. A ação, coordenada pela Delegacia de Defraudações, busca cumprir 12 mandados de busca e apreensão em diversos bairros da cidade.

A investigação apura a tentativa de reativar o Banco de Crédito Móvel S.A., extinto há mais de 60 anos, com a finalidade de reivindicar um crédito superior a um bilhão de reais. As diligências incluem buscas por documentos, dispositivos eletrônicos e outros itens que possam esclarecer o procedimento de reativação realizado na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro em 2024. Entre os alvos estão acionistas relacionados ao banco, além de membros da Junta Comercial, como o vice-presidente Affonso D’Anzicourt Silva, o secretário-geral Gabriel Oliveira de Souza Voi e o ex-presidente Sérgio Tavares Romay.

O banco encerrou suas operações oficialmente em 1964, após aprovação pela assembleia de acionistas de liquidação da instituição. Na ocasião, os minoritários receberam compensações equivalentes às suas participações, enquanto os principais acionistas, Pasquale Mauro e Holophernes Castro, receberam a parcela restante do patrimônio. Segundo as apurações, porém, após essa liquidação, as ações do banco deixaram de existir, levantando questionamentos sobre a legalidade de sua reativação em 2024.

Investigações indicam que indivíduos identificados como acionistas promoveram uma tentativa de reativar o registro do banco junto à Junta Comercial, contrariando uma decisão anterior da 6ª Vara Empresarial. A reativação está relacionada a uma disputa por direitos sobre uma propriedade de aproximadamente 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, envolvendo uma suposta reivindicação de créditos bilionários. Além disso, há indícios de que a medida, aprovada por um órgão colegiado da Junta Comercial, teria contrariando decisões judiciais e recomendações de instâncias superiores.

Além do aspecto financeiro, a investigação também investiga relatos de invasões de terrenos na região da Barra da Tijuca, supostas fraudes imobiliárias e a construção irregular de condomínios, possivelmente vinculados às ações relacionadas à reativação do banco. Os objetos apreendidos na operação serão submetidos a análises periciais para apoiar o avanço das investigações, que buscam esclarecer a legitimidade do procedimento e identificar possíveis crimes conexos.


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