junho 26, 2026
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26/06/2026

Rio de Janeiro discute projeto de lei para proteger famílias e pessoas neurodivergentes

Um projeto de lei voltado à proteção e inclusão de mães atípicas, famílias não convencionais e pessoas neurodivergentes está em fase de elaboração no Rio de Janeiro. A proposta, que visa estabelecer um marco legal de direitos, é resultado de consultas realizadas com famílias, cuidadores e especialistas, e deve ser apresentada à Assembleia Legislativa do estado.

O deputado estadual Vitor Junior (PDT) liderou uma reunião de diálogo no município de Niterói, reunindo representantes de associações, familiares e profissionais da área. O encontro ocorreu no auditório da Associação Comercial e Industrial de Niterói, na última quinta-feira, e teve como foco coletar experiências, demandas e sugestões para aprimorar o texto do projeto.

O objetivo principal do iniciativa é criar uma legislação que promova o reconhecimento, a proteção social e a inclusão de indivíduos e famílias que enfrentam desafios específicos devido às suas condições. Segundo o parlamentar, a participação direta dessas famílias na elaboração do estatuto busca garantir que a legislação seja alinhada às necessidades reais da população.

A proposta aponta para ações que reforcem o acolhimento, a proteção social, a dignidade e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão social. Ressalta-se que o processo de contribuição permanece aberto até 30 de junho, podendo ser acessado por um formulário online. Após o encerramento do prazo, as sugestões serão analisadas e poderão integrar o projeto final.

De acordo com o deputado, a iniciativa busca ampliar a escuta e envolver cada vez mais grupos e profissionais que convivem com essas realidades, reafirmando o compromisso com a construção participativa de políticas públicas eficazes.

O debate ocorre em um momento de maior atenção ao tema no estado, especialmente após a sanção da Lei 11.186/26, que institui um documento de identificação para mães atípicas. Essa medida tem por objetivo facilitar o acesso a serviços públicos e priorizar o atendimento em áreas como saúde, educação e assistência social a essas mães, responsáveis por cuidar de crianças com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento.

A proposta de criar um estatuto para mães e famílias atípicas surge da compreensão de que o cotidiano dessas famílias costuma envolver desafios como acompanhamento contínuo, dificuldades de acesso a tratamentos especializados e sobrecarga emocional. A iniciativa visa dar visibilidade às necessidades desses grupos e fortalecer políticas que promovam inclusão, respeito e direitos.

Após a protocolização do projeto na Alerj, haverá uma mobilização social por meio de um abaixo-assinado, com o objetivo de reforçar o apoio à proposta. Essa etapa busca ampliar a conscientização e pressão pública para que o projeto avance e seja efetivado.

No momento, o município já reconhece a importância dessas ações por meio de legislações específicas, como o documento de identificação para mães atípicas. A continuidade do debate e a coleta de sugestões até o final de junho demonstram a intenção de promover uma legislação mais inclusiva e alinhada às demandas de quem convive diariamente com esses desafios.


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