Nesta sexta-feira, uma ação para emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) realizada em Maricá foi alvo de críticas por parte de familiares e representantes da comunidade autista. Relatos apontaram filas, longas esperas e dificuldades no atendimento durante o evento.
Um vídeo divulgado em redes sociais e enviado ao portal relata insatisfação com a organização da iniciativa. Segundo o membro do movimento Maricá PCD+, a ação, que foi anunciada como um mutirão, não atendeu às expectativas. Pessoas compareceram acreditando que poderiam obter o documento no mesmo dia, mas o atendimento foi limitado. Algumas receberam apenas um agendamento para retornar futuramente ao Detran, o que causou desconforto e preocupação, especialmente entre aqueles com dificuldades de adaptação a ambientes de grande movimento.
No relato, também há menção ao impacto emocional em familiares e às condições de espera, que geraram mal-estar, inclusive com pessoas passando mal durante o processo. O representante critica a forma de distribuição de senhas e ressalta que a ação não considerou as particularidades comportamentais e sensoriais de quem possui o transtorno, sugerindo que futuras iniciativas sejam planejadas com mais atenção às necessidades deste público.
A reportagem buscou esclarecimentos junto à Prefeitura de Maricá sobre a realização do evento e sua estrutura de atendimento, questionando detalhes como o número de atendimentos realizados, a distribuição de senhas, a capacidade de atendimento, além das medidas de acessibilidade implementadas. Até o momento, a administração municipal não respondeu às solicitações, e o portal manterá a atualização desta matéria assim que houver um posicionamento oficial.
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