Na manhã desta quinta-feira, um pinguim-de-magalhães foi encontrado debilitado na faixa de areia da Prainha de Piratininga, em Niterói. Após o resgate realizado pela Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal, o animal foi encaminhado ao Instituto Eco Conservation, parceiro responsável pela sua reabilitação.
A presença de pinguins na costa brasileira ocorre frequentemente entre junho e setembro, período em que estes animais migram da Patagônia em busca de alimento. Durante essa jornada, alguns chegam ao litoral brasileiro exaustos, desidratados ou incapazes de retornar ao mar por conta própria. Essa condição reforça a necessidade de atenção especial a esses indivíduos na zona costeira.
Ao perceberem a presença do pinguim, os banhistas tiveram sua atenção despertada, mas as autoridades orientam que nenhum contato seja feito com os animais. A recomendação é acionar imediatamente a Guarda Municipal pelo telefone 153. Segundo Renato Macedo, coordenador da pasta, a colaboração da população é fundamental para assegurar a sobrevivência dos animais. “O procedimento adequado é não tocar no pinguim e solicitar auxílio junto às equipes especializadas, que realizam o resgate com segurança e o conduzem ao centro de reabilitação para receber tratamentos necessários antes de reintegrar o animal ao seu habitat natural”, afirmou.
A incidência de pinguins chega ao litoral brasileiro devido às correntes marítimas e às próprias rotas migratórias, que levam os animais ao longo do inverno no Hemisfério Sul. Muitas dessas aves chegam ao litoral debilitadas, o que torna o repovoamento ao mar uma operação de risco, pois pode comprometer a chance de sobrevivência do animal. Assim, após o resgate, os pinguins passam por avaliações veterinárias, recebem hidratação, alimentação adequada e acompanhamento até sua plena recuperação.
Para quem encontrar um pinguim, a orientação é acionar imediatamente a Guarda Municipal, evitar manipular o animal, não oferecer alimento ou colocá-lo sobre gelo, mantê-lo em ambiente sombreado, afastar cães e outros animais domésticos até a chegada da equipe especializada e não devolvê-lo ao mar por conta própria.
O número de resgates aumenta na temporada de inverno, refletindo a migração desses animais e a atuação frequente da Coordenadoria de Meio Ambiente na recuperação de espécies marinhas e selvagens que aparecem em áreas urbanas ou em risco. Autoridades destacam que a agilidade na assistência e o cumprimento das orientações aumentam consideravelmente as chances de recuperação e retorno seguro dos animais à natureza.
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