No dia 13 de julho, o projeto Flautistas da Marambaia realizará uma ação voltada à educação ambiental em parceria com o GeoMarinha, um laboratório de geografia marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A atividade, que acontecerá no Sítio Roberto Burle Marx, localizado em Barra de Guaratiba, busca aproximar crianças e jovens da comunidade local dos ecossistemas costeiros, especialmente dos manguezais, estimulando o entendimento sobre a importância da biodiversidade e da cultura na preservação ambiental.
A iniciativa, realizada duas vezes por semestre em períodos matutino e vespertino, inclui visitas guiadas aos ecossistemas marinhos e costeiros da região. Durante o roteiro, os estudantes terão contato com informações sobre a biodiversidade local, além de participarem de atividades artísticas envolvendo música, dança e canto, promovendo a integração entre educação ambiental e expressão artística.
De acordo com a diretora artística do projeto, Claudia Ernest Dias, o objetivo é fortalecer o vínculo das crianças com o meio ambiente desde a infância, promovendo respeito ao mar e às áreas de mangue. A ação visa contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes, valendo-se de um espaço que incentiva a criatividade, a musicalidade, o afeto e o aprendizado.
As atividades são realizadas em parceria com a UFRJ, por meio de uma cooperação com a Fundação Coppetec, e contam com a participação da equipe do GeoMarinha, liderada pela professora Flávia Lima. Esta última, que é coordenadora do laboratório e finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2024, acompanha os estudantes no percurso de reconhecimento e valorização dos ecossistemas locais.
Desde 2002, o Flautistas da Marambaia tem pelo objetivo de promover uma maior aproximação dos jovens com o manguezal por meio da música e da educação ambiental. Segundo Luiza Sales, presidente do Instituto Timbre e gestora do projeto, a iniciativa busca usar a musicalidade para reconectar as comunidades ao seu território e fortalecer o protagonismo juvenil na preservação dos ecossistemas.
A relevância do projeto é reforçada pelo cenário global, em que a Unesco revela a perda de cerca de metade dos manguezais mundiais nas últimas décadas. Conhecido como o “berçário do oceano”, esse ecossistema desempenha papel crucial na biodiversidade, na proteção costeira e na mitigação das mudanças climáticas.
A atividade, destinada aos alunos do projeto, será realizada no dia 13 de julho, com sessões pela manhã e à tarde, no Sítio Roberto Burle Marx, na Barra de Guaratiba. Mais informações podem ser obtidas pelo site oficial do projeto ou nas redes sociais.
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