Na quarta-feira, foi anunciada a segunda fase do programa Florestas do Rio, uma iniciativa colaborativa envolvendo a Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade do Estado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a concessionária Aegea Saneamento. O projeto prevê um investimento de aproximadamente R$ 39,5 milhões destinados à recuperação de 482 hectares de áreas de vegetação nativa distribuídas por 10 municípios do estado, com a responsabilidade de execução compartilhada entre sete instituições.
Esta etapa do programa visa ampliar a cobertura das áreas verdes em regiões prioritárias para a captação de água e conservação da biodiversidade. As cidades contempladas incluem Cachoeiras de Macacu, Itaboraí, Magé, Silva Jardim, Paracambi, Miguel Pereira, Rio de Janeiro, Engenheiro Paulo de Frontin, Maricá e Rio Bonito. Além do plantio de espécies nativas, as ações agora também incluem a recuperação de 18,7 hectares de manguezais em locais estratégicos, como a Baía de Guanabara, em Magé, e a Reserva Biológica Estadual de Guaratiba, na Baía de Sepetiba.
As intervenções têm o objetivo de promover não apenas a restauração vegetal, mas também ações de mobilização social, capacitação de agricultores e o fortalecimento de cadeias produtivas relacionadas à conservação ambiental. Essas medidas visam ampliar os benefícios nos aspectos ambientais, econômicos e sociais das regiões atendidas, ajudando na proteção de recursos hídricos e na conexão entre fragmentos de floresta.
Até o momento, ações do programa já investiram mais de R$ 100 milhões, resultaram na implantação de mais de 2,15 milhões de mudas e na recuperação de 1.294 hectares de Mata Atlântica, distribuídos por 18 municípios. Essas iniciativas também fomentaram o surgimento de mais de 3 mil empregos e tiveram impacto positivo na preservação de mananciais capazes de abastecer a população local. Recentemente, áreas restauradas foram palco de registros de espécies como anta, onça-parda e jaguatirica, demonstrando os resultados concretos da recuperação ambiental.
Os projetos selecionados para essa nova fase atuarão em diferentes ambientes do estado, incluindo áreas de unidades de conservação, propriedades rurais e espaços públicos municipais. As ações envolvem a restauração de áreas de Mata Atlântica, a recuperação de manguezais e a instalação de polos dedicados à restauração florestal, além do fortalecimento do suporte técnico a agricultores locais.
A iniciativa faz parte de uma meta ambiciosa de reflorestar 440 mil hectares de Mata Atlântica até 2050, elevando a cobertura vegetal do estado de 30% para 40%. Prevê-se que os investimentos totalizem mais de R$ 500 milhões nos próximos anos, impulsionando o crescimento das ações de restauração ambiental e promovendo maior alcance em distintas regiões do Rio de Janeiro.
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