junho 28, 2026
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28/06/2026

Sequência de pequenos tremores em alto-mar no litoral do Rio não representa risco para a população

Na sexta-feira, uma sequência de cinco pequenos tremores foi detectada a cerca de 75 quilômetros da costa de Saquarema, no litoral fluminense. Os abalos ocorreram em alto-mar, a uma distância que não representa risco imediato para a população da região de Niterói, situada aproximadamente 165 quilômetros do ponto de registro.

Os eventos sísmicos foram monitorados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, sob a coordenação do Observatório Nacional. Os registros indicam que, apesar de a ocorrência ter chamado atenção, as magnitudes dos tremores variaram entre 1,5 e 2,5 milréis, valores considerados baixos. Esses níveis geralmente não são sentidos pela população e são detectados apenas por instrumentos de monitoramento.

Durante a sexta-feira, foram identificados cinco tremores ao longo do dia: às 8h58 (magnitudde 2,5 mR), às 12h15 (2,1 mR), às 12h18 (1,7 mR), às 13h00 (2,1 mR) e às 21h23 (1,5 mR). Tais magnitudes dificultam que os abalos sejam percebidos sem o auxílio de equipamentos específicos.

Este não é o primeiro episódio sísmico na região neste ano. Em maio, foi registrado um tremor de magnitude 3,3 próximo ao litoral de Maricá, sem relatos de vítimas ou danos materiais. Esses registros reforçam o entendimento de que pequenos tremores fazem parte do movimento natural da crosta terrestre na área, mesmo que sua intensidade seja baixa.

Os especialistas destacam que a atividade sísmica na região é decorrente de tensões geológicas internas, já que o Brasil está situado no interior da Placa Sul-Americana, longe de limites de placas tectônicas ativas como no Chile ou Japão. Ainda assim, o acúmulo de tensões na crosta pode gerar movimentos de baixa intensidade, considerados comuns na zona costeira do Sudeste brasileiro.

Segundo o sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, esses movimentos são frequentes e normalmente de pouca magnitude, sem risco imediato para a população. Os eventos registrados na região sudeste do país indicam uma atividade contínua, embora modesta, cuja compreensão é facilitada pelo monitoramento constante feito pela rede sismográfica. Essas informações contribuem para ampliar o conhecimento sobre a dinâmica geológica da costa brasileira e auxiliar na avaliação de possíveis riscos futuros.


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