Na manhã desta segunda-feira (29), uma greve dos mototaxistas e operadores de transporte coletivo do Rio de Janeiro impactou o serviço de ônibus na cidade, levando à redução significativa na circulação de veículos e a atos de vandalismo. Ao menos 40 coletivos apresentaram danos, como vidros quebrados, após ações de depredação.
Segundo levantamento feito pelo setor, aproximadamente 860 veículos estavam operando nas primeiras horas do dia, embora passageiros tenham relatarado maior tempo de espera devido à diminuição do número de coletivos em circulação. Todas as garagens permanecem abertas, mas a mobilização levou à paralisação de parte da frota, derivada de uma decisão judicial que obriga a manutenção de, pelo menos, metade dos ônibus em circulação em cada linha, sob pena de multa diária de R$ 50 mil ao sindicato e às empresas.
A paralisação foi comunicada com antecedência às autoridades responsáveis, incluindo a Prefeitura, a Secretaria de Transportes, o órgão gestor das concessionárias e o Ministério Público do Trabalho. Complementarmente, o sistema BRT opera com cerca de 68% da frota habitual para o período de ponto facultativo, com 278 veículos em circulação pelos quatro corredores, todos com estações operando normalmente.
O movimento reivindica melhorias salariais, mudanças na data-base, contratação de motoristas sob regime CLT, fim de contratos temporários, aumento do vale-alimentação para R$ 1 mil, implantação de jornada 5×2, formação de planos de saúde e odontológico e manutenção do passe livre. De acordo com o sindicato, as propostas das empresas preveem reajustes de aproximadamente R$ 150 para motoristas de ônibus convencionais e R$ 180 para os articulados, além de um aumento no vale-alimentação de R$ 660 para R$ 689.
Até o momento, a operação contra a paralisação segue sendo monitorada, com perspectivas de possíveis negociações ou desfechos futuros, enquanto o serviço de transporte enfrenta os efeitos da mobilização.
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