junho 29, 2026
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29/06/2026

Greve dos ônibus no Rio causa impactos na mobilidade e mantém frota mínima determinada pela Justiça

Na madrugada desta segunda-feira (29), iniciou uma paralisação dos ônibus na cidade do Rio de Janeiro, afetando a rotina de milhares de moradores que dependem do transporte público. Em resposta, a Justiça do Trabalho determinou uma operação mínima de frota para mitigar os impactos na mobilidade urbana.

A decisão judicial exige que uma parte dos veículos continue circulando durante o movimento grevista, enquanto outros meios de transporte, como trens, metrô e barcas, ajustam suas operações diante do aumento na demanda. Especificamente, a medida estabelece que 50% dos ônibus operem durante os horários de maior movimento, e 25% nos períodos de menor circulação, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, aplicada tanto às entidades patronais quanto ao sindicato dos trabalhadores.

A greve foi aprovada na assembleia realizada no domingo (28) e ainda não possui previsão de encerramento, impactando especialmente deslocamentos entre bairros e regiões da cidade. Com a redução do serviço, passageiros buscam alternativas para chegar aos seus destinos, enquanto a pressão sobre outros modais aumenta.

As empresas de ônibus afirmaram estar mobilizadas para manter a circulação de veículos e solicitaram que os motoristas e demais rodoviários compareçam às garagens, reforçando o cumprimento da ordem judicial. Apesar do esforço, o número de ônibus em circulação nesta manhã ainda não atingia o volume habitual de um dia comum.

Para tentar suprir a demanda, os trens e o metrô reforçaram suas operações. A TrensRJ anunciou viagens extras em todos os ramais durante o período da manhã e ao meio-dia, considerando também a antecipação de deslocamentos motivados por eventos da Copa do Mundo, como o jogo da Seleção Brasileira. Os intervalos entre as composições variaram de oito a quinze minutos, conforme os ramais.

O MetrôRio ampliou a quantidade de trens em circulação, mantendo seu horário de operação das 5h à meia-noite. As barcas também ajustaram suas saídas, com intervalos de até 30 minutos dependendo do trecho e horário. No trecho Praça XV–Arariboia, por exemplo, o intervalo será de 15 minutos entre 11h30 e 13h30, e no percurso Praça XV–Charitas, o intervalo varia de 20 a 30 minutos ao longo do dia.

A categoria de rodoviários reivindica melhorias salariais e condições de trabalho, incluindo piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais, de R$ 5 mil para os articulados, além de aumento no vale-alimentação, implantação de planos de saúde e odontológicos, entre outros pedidos. As empresas ofereciam inicialmente uma revisão de 4,39%, com ajustes no piso salarial, mas os trabalhadores consideraram a proposta insuficiente e seguiram em greve.

Uma audiência de mediação está marcada para terça-feira (30), às 11h, no Tribunal Regional do Trabalho, com o objetivo de discutir o dissídio coletivo e buscar um eventual acordo. Enquanto isso, os usuários devem verificar a situação das linhas e considerar o uso de outros meios de transporte, como trens, metrô, barcas e aplicativos, programando suas saídas com antecedência devido à possível sobrecarga nos demais sistemas de mobilidade.


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