junho 29, 2026
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29/06/2026

El Niño provoca primeira chuva volumosa de 2026 no Sul do Brasil

A chegada do fenômeno El Niño ao Brasil resultou na previsão de sua primeira chuva significativa em 2026, com impacto inicial concentrado na região Sul do país. Analistas de meteorologia alertam para o aumento de volumes de precipitação, especialmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com possíveis acumulados de até 200 milímetros em alguns locais nos próximos dias.

A origem das chuvas combina um avanço de uma frente fria associado a uma baixa pressão na Região Sul com o aumento de nuvens e pancadas de chuva. Ao longo do período, a atuação de uma massa de ar frio vinda da Argentina reforçará a instabilidade, ocasionando temporais isolados, rajadas de vento e, em pontos específicos, queda de granizo. O período de maior intensidade é previsto entre o final de junho e o começo de julho, com o pico devendo ocorrer na segunda e na quarta-feira, quando mudanças atmosféricas podem intensificar as chuvas. Ainda assim, a previsão indica que a precipitação deve diminuir gradualmente na quinta-feira.

De acordo com diferentes modelos meteorológicos internacionais, as regiões mais afetadas devem ser o Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul, o Oeste, Meio-Oeste e Planalto Sul de Santa Catarina, além do Sul e Sudoeste do Paraná. Essas áreas apresentam risco de chuvas superiores a 100 mm em poucos dias, podendo chegar a 200 mm em pontos específicos.

O fenômeno El Niño, oficialmente confirmado pela NOAA em junho, está relacionado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa condição favorece alterações na circulação atmosférica, que podem provocar períodos de chuva intensa na porção Sul do Brasil por vários dias seguidos. Essas condições elevam o risco de alagamentos, cheias de rios e outros transtornos, agravados ainda pelo bloqueio atmosférico que impede a rápida dispersão das nuvens de chuva.

Embora os efeitos mais intensos previstos para o momento estejam voltados ao Sul do país, a situação também merece atenção em Niterói. Historicamente, o El Niño influencia o comportamento das chuvas em diversas regiões brasileiras ao longo do segundo semestre. As autoridades meteorológicas recomendam acompanhamento constante de boletins oficiais, sobretudo em períodos de transição atmosférica, uma vez que a intensidade dos impactos tende a se ampliar entre setembro e dezembro de 2026.

Até o momento, Niterói permanece fora das áreas de maior risco, porém a cidade acompanha de perto a evolução do fenômeno, que pode afetar o comportamento das chuvas nos meses seguintes.


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