A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira a segunda fase da Operação Anáfora, que apura possíveis irregularidades na utilização de recursos públicos destinados à saúde no estado do Rio de Janeiro. Nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em propriedades relacionadas aos suspeitos, distribuídos por distintas localidades na região.
A primeira etapa da operação, ocorrida em 2022, revelou um esquema que favorecia contratos entre o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e uma cooperativa do setor de saúde, totalizando mais de meio bilhão de reais em contratos firmados ao longo de pouco mais de dois anos.
Segundo informações da Polícia Federal, os investigadores identificaram indícios de que os envolvidos mantêm bens em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com seus rendimentos e participam de negociações envolvendo imóveis. Esses suspeitos podem ser responsabilizados por crimes como organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam surgir durante o andamento das apurações. A investigação busca aprofundar a natureza das irregularidades e determinar as responsabilidades específicas de cada suspeito.
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