Uma nova rodada de negociações entre representantes dos rodoviários e das empresas de transporte público teve início nesta quarta-feira (01/07), por volta das 11h20, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no centro do Rio de Janeiro. O encontro busca uma resolução para a greve que já trafega pelo seu terceiro dia.
Durante a reunião, os trabalhadores reiteraram suas reivindicações, enquanto o Rio Ônibus, que representa as empresas, manteve a proposta de reajuste de 4,39% nos salários e no valor da cesta básica, com alterações a serem aplicadas na próxima folha de pagamento. Até o momento do fechamento desta reportagem, a audiência permanecia em andamento, e o resultado será comunicado aos funcionários em uma assembleia programada em Rocha Miranda, na Zona Norte.
Na mesa de negociações, os rodoviários solicitaram aumento do piso salarial para R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de veículos articulados. Além do salário, a pauta inclui vale-alimentação de R$ 1 mil, implementação de um plano de saúde e ajustes nas escalas de trabalho. A categoria também questiona a jornada de sete horas e meia, alegando que o intervalo de 30 minutos para refeições, dividido em três pausas, vem sendo descontado da jornada de trabalho.
Antes do início dos debates, o presidente do TRT-1, desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, comentou sobre episódios de confusão ocorridos após a audiência de terça-feira, quando houve tumulto do lado de fora do tribunal durante uma assembleia convocada pelo Sindicato dos Rodoviários. Conforme explicado pelo presidente da entidade, Sebastião José, a reunião foi organizada na frente do TRT-1 para facilitar a comunicação com os trabalhadores. Para evitar novos incidentes, a entidade decidiu divulgar o resultado da audiência nesta quarta-feira em Rocha Miranda.
O Rio Ônibus confirmou a manutenção da proposta de reajuste de 4,39%, embora a categoria considere o índice insuficiente frente às suas reivindicações e às condições de trabalho afetadas por impactos acumulados. A continuidade das negociações e o desfecho da greve ainda aguardam desdobramentos.
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